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A Colômbia agrava a viragem da América do Sul para a extrema-direita

A América do Sul consolida uma alteração profunda no seu mapa político. A ascensão de líderes conservadores radicais ganha um novo capítulo com a recente vitória de Abelardo de la Espriella na Colômbi...

A Colômbia agrava a viragem da América do Sul para a extrema-direita
Panoramas — Imagem Ilustrativa

A América do Sul consolida uma alteração profunda no seu mapa político. A ascensão de líderes conservadores radicais ganha um novo capítulo com a recente vitória de Abelardo de la Espriella na Colômbia. O continente afasta-se das forças moderadas e abraça uma direita radical sem precedentes nas últimas décadas.

O colapso da política tradicional

As opções moderadas perdem cada vez mais espaço na região. O eleitorado sul-americano exige posturas mais duras e definitivas. O desgaste profundo dos partidos históricos abriu caminho a figuras políticas disruptivas.

Frédéric Louault, especialista em ciência política, identifica um fenómeno claro nas urnas. As formações de direita clássicas acabam esmagadas entre uma esquerda consolidada e novos líderes que captam o descontentamento popular. A moderação cedeu lugar a discursos implacáveis contra a criminalidade e o peso do Estado.

A vitória conservadora na Colômbia

O cenário eleitoral colombiano ilustra na perfeição esta nova tendência regional. Abelardo de la Espriella conquistou a presidência com 49,7% dos votos. O empresário derrotou o senador de esquerda Iván Cepeda num escrutínio bastante renhido.

Sem qualquer experiência política anterior, o novo líder obteve o apoio público de Donald Trump. O político recém-eleito assume uma enorme admiração por figuras polémicas como Javier Milei, na Argentina, e Nayib Bukele, em El Salvador.

O novo mapa político sul-americano

O eixo de poder no continente redesenha-se a uma velocidade impressionante. A Argentina e o Chile escolheram caminhos políticos alinhados com a extrema-direita. O Equador e o Peru acompanham esta forte vaga com lideranças de direita radical.

O Brasil e o Uruguai resistem à tendência e mantêm os seus governos de centro-esquerda. A Venezuela, em contraste, perpetua um modelo autoritário com raízes ideológicas à esquerda.

Especialistas internacionais descrevem a atual conjuntura como uma verdadeira "trumpização" das Américas. Os novos governos partilham uma agenda rígida. A desregulamentação económica radical, o combate feroz ao crime e uma oposição frontal às políticas de esquerda unem estes novos líderes.

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