O acordo de paz na Suíça esbarra na recusa do Hezbollah em aceitar militares israelitas no Líbano
Estados Unidos e Irão iniciaram conversações na cidade suíça de Bürgenstock para travar a guerra no Médio Oriente. Com a mediação do Paquistão e de Omã, os dois países enfrentam um prazo de 60 dias pa...

Estados Unidos e Irão iniciaram conversações na cidade suíça de Bürgenstock para travar a guerra no Médio Oriente. Com a mediação do Paquistão e de Omã, os dois países enfrentam um prazo de 60 dias para resolver a tensão no estreito de Ormuz, estabilizar o Líbano e debater o programa nuclear iraniano.
As negociações decorrem num clima de ameaças abertas. Donald Trump avisou Teerão para controlar os seus aliados libaneses, prometendo ataques severos em caso de desobediência. Em resposta, o negociador iraniano Mohammad Bagher Ghalibaf aconselhou o presidente norte-americano a medir as palavras, garantindo que as forças armadas do Irão estão prontas para reagir.
O impasse militar no Líbano
A tensão diplomática reflete o bloqueio no terreno. Naim Qassem, líder do Hezbollah, classificou hoje como impossível a presença de forças israelitas no sul do Líbano. O líder xiita rejeita a criação de zonas de segurança por parte de Israel e defende que o exército libanês é a única força legítima para proteger a soberania nacional.
Esta exigência choca de frente com a estratégia de Telavive. Benjamin Netanyahu e o ministro da Defesa, Israel Katz, asseguram que os militares israelitas não vão abandonar a atual linha de segurança. O primeiro-ministro justifica a operação contínua com a necessidade de defender as populações do norte de Israel e garante que impedirá o Irão de obter armas nucleares.
Rotas comerciais abertas em Ormuz
Apesar das ameaças de Teerão para fechar o estreito de Ormuz em retaliação aos ataques israelitas, a rota comercial marítima continua livre. Chris Wright, secretário da Energia dos Estados Unidos, confirmou que o tráfego de petroleiros regista números habituais, com quase 70 navios a cruzar a passagem nas últimas 24 horas.
O início do diálogo na Suíça surge após um fim de semana de combates sangrentos. Mais de 120 pessoas morreram no Líbano vítimas da ofensiva de Israel. A ausência de confrontos no dia de hoje reflete as primeiras tentativas de aplicar o memorando assinado entre Donald Trump e o presidente iraniano Masoud Pezeshkian.




























