O Estreito de Ormuz volta a abrir rotas comerciais após alívio do bloqueio pelo Irão
O fluxo marítimo no Estreito de Ormuz regista um aumento significativo de tráfego. O Irão autorizou a passagem de mais embarcações comerciais, aliviando o bloqueio que quase paralisava a região desde ...

O fluxo marítimo no Estreito de Ormuz regista um aumento significativo de tráfego. O Irão autorizou a passagem de mais embarcações comerciais, aliviando o bloqueio que quase paralisava a região desde o início do recente conflito no Médio Oriente. A televisão estatal iraniana confirmou a abertura, agora coordenada com as forças navais dos Guardas da Revolução Islâmica.
Apenas no espaço de um dia, mais de três dezenas de navios cruzaram esta rota estratégica. A agência Tasnim destacou a passagem de vários cargueiros chineses graças a estas novas autorizações. Um repórter da televisão pública, a partir da cidade portuária de Bandar Abbas, explicou que a comunidade internacional começou a aceitar os novos protocolos jurídicos impostos por Teerão.
Novas regras e cobrança de taxas
O parlamento iraniano continua a debater propostas para consolidar o domínio sobre esta passagem marítima no Golfo Pérsico. O vice-presidente da câmara parlamentar, Hamidreza Hajibabaei, já tinha revelado no final de abril a arrecadação das primeiras receitas provenientes de novas taxas de trânsito cobradas aos navios.
O controlo destas águas assume uma dimensão económica vital a nível mundial. Cerca de um quinto dos hidrocarbonetos consumidos em todo o planeta transita habitualmente por este canal.
Negociações e um cessar-fogo frágil
A gestão militar do Estreito de Ormuz domina as negociações entre Teerão e Washington para terminar a guerra. Os contactos diplomáticos tentam segurar o frágil cessar-fogo em vigor desde o dia 8 de abril, mas o braço de ferro persiste. Os Estados Unidos mantêm o bloqueio aos portos iranianos em resposta ao aperto na rota marítima.
O conflito armado começou a 28 de fevereiro, após uma ofensiva conjunta de Israel e dos Estados Unidos. A retaliação do Irão resultou no fecho do estreito e em ataques diretos contra os países vizinhos. A guerra já provocou milhares de mortos, concentrando-se as maiores perdas humanas no Irão e no Líbano.





























