Moçambique reduz nível de alerta para laranja após época de chuvas deixar mais de 300 mortos
A mais recente época de chuvas em Moçambique deixou um rasto de destruição massivo. Com 314 vítimas mortais e mais de um milhão de pessoas afetadas, o país inicia agora uma nova fase de recuperação.

A mais recente época de chuvas em Moçambique deixou um rasto de destruição massivo. Com 314 vítimas mortais e mais de um milhão de pessoas afetadas, o país inicia agora uma nova fase de recuperação.
O Governo moçambicano decidiu desativar o alerta vermelho, em vigor desde meados de janeiro. A medida reflete o fim da época chuvosa e ciclónica de 2025-2026.
Alerta laranja garante assistência contínua
O nível de alerta baixa para laranja durante os próximos dois meses. O porta-voz do Conselho de Ministros, Ussene Isse, explicou que a prioridade passa por monitorizar a ajuda humanitária.
As autoridades precisam de estabilizar as zonas mais atingidas pelas cheias. As províncias de Maputo e Gaza exigem particular atenção nesta fase de transição.
Ainda existem 22 centros de acomodação a funcionar no país. Estas instalações acolhem mais de 4000 pessoas que perderam as suas casas durante os temporais.
O impacto dos temporais e ciclones
Os números divulgados pelo Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) mostram a dimensão da tragédia. Mais de 260 mil habitações sofreram danos.
As águas inundaram mais de 211 mil casas e destruíram totalmente cerca de 15 mil moradias.
As cheias de janeiro revelaram-se as mais violentas dos últimos anos. Só nesse mês, 43 pessoas perderam a vida e mais de 715 mil sofreram as consequências diretas do clima extremo.
Em fevereiro, a passagem do ciclone Gezani pela província de Inhambane agravou o cenário. O fenómeno meteorológico causou quatro mortes e afetou mais de nove mil pessoas.
Prejuízos na agricultura e infraestruturas
O setor agrícola sofreu um golpe severo. As inundações destruíram mais de 320 mil hectares de culturas, prejudicando o sustento de 373 mil agricultores.
A perda de animais agrava a crise nas regiões afetadas. Quase 533 mil animais, incluindo bovinos, caprinos e aves, morreram afogados.
A rede de transportes do país exige agora obras profundas. As chuvas danificaram quase 10 mil quilómetros de estradas, 52 pontes e 237 aquedutos.
A rede pública também registou danos consideráveis nos últimos meses. Mais de 300 unidades de saúde e cerca de 780 escolas precisam de reparações urgentes para retomarem o funcionamento normal.





























