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União Europeia oferece peso económico e peritos para travar programa nuclear do Irão

A União Europeia quer assumir um papel central na próxima fase das negociações sobre o programa nuclear iraniano. A garantia surge após um recente memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o...

União Europeia oferece peso económico e peritos para travar programa nuclear do Irão
Panoramas — Imagem Ilustrativa

A União Europeia quer assumir um papel central na próxima fase das negociações sobre o programa nuclear iraniano. A garantia surge após um recente memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irão, que abre caminho a conversações mais profundas.

Kaja Kallas, chefe da diplomacia europeia, avisa que o verdadeiro desafio diplomático começa agora. O bloco comunitário planeia usar a sua influência económica e a experiência dos especialistas que desenharam o acordo de 2015 para garantir uma solução duradoura.

Fim das sanções em cima da mesa

França, Alemanha e Itália delinearam uma estratégia clara. Os três países admitem levantar as sanções ao regime de Teerão caso o país abandone de vez as suas ambições nucleares. Portugal confirmou que vai acompanhar a decisão final dos 27.

Durante a reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros no Luxemburgo, os líderes debateram o envolvimento direto da Europa. Kallas sublinha que a diplomacia europeia dispõe das ferramentas certas para mediar o processo e alcançar um pacto sustentável.

Tensão no Líbano e segurança marítima

As recentes operações militares de Israel no Líbano ameaçam fragilizar os entendimentos alcançados entre Washington e Teerão. Os ministros europeus exigem que o território libanês integre rapidamente um eventual acordo de cessar-fogo no Médio Oriente.

No campo da segurança marítima, a União Europeia recusa expandir a operação naval Aspides para o estreito de Ormuz. Esta via crucial para o comércio global fica entregue à iniciativa militar franco-britânica.

A missão europeia mantém o foco exclusivo no mar Vermelho. Os rebeldes Huthi do Iémen prometem intensificar os ataques na zona, mas Kallas assegura que as duas forças navais operam em estreita articulação para proteger a livre circulação de navios.

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