Washington assegura total sintonia com aliados do Golfo nas negociações com o Irão
O Governo norte-americano não vai tomar qualquer decisão nas negociações com o Irão sem consultar os parceiros do Golfo. A garantia foi dada por Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, durante um p...

O Governo norte-americano não vai tomar qualquer decisão nas negociações com o Irão sem consultar os parceiros do Golfo. A garantia foi dada por Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, durante um périplo pelo Médio Oriente destinado a acalmar os receios locais sobre as recentes aproximações a Teerão.
Segurança regional em primeiro lugar
A digressão diplomática passou pelos Emirados Árabes Unidos e pelo Kuwait, com destino final no Bahrein. O objetivo central passa por tranquilizar os países vizinhos do Irão. Vários líderes regionais consideram demasiado brando o acordo de paz atualmente em discussão.
Durante a reunião do Conselho de Cooperação do Golfo no Kuwait, Marco Rubio foi categórico. O diplomata assegurou que a administração norte-americana discutirá cada passo com os aliados. Rejeitou ainda qualquer compromisso que coloque em risco a estabilidade de parceiros de longa data.
O impasse no Estreito de Ormuz
A livre circulação marítima continua a ser um ponto crítico nas conversações. O secretário de Estado destacou que o Irão está isolado na intenção de cobrar portagens no Estreito de Ormuz. Esta é uma via fundamental para o comércio global e nenhum outro país apoia a exigência iraniana.
Próximos passos na Suíça
Washington e Teerão assinaram na última semana um memorando de entendimento preliminar. O documento prevê suspender algumas sanções e propor um fundo de 300 mil milhões de dólares. As equipas técnicas procuram agora definir os detalhes práticos da implementação do acordo.
As delegações devem voltar a encontrar-se na Suíça nos dias 29 ou 30 de junho para afinar o enquadramento final. Marco Rubio sublinhou que os Estados Unidos estão prontos para fechar um entendimento sólido. Contudo, deixou um aviso claro: se os iranianos inviabilizarem o diálogo, a Casa Branca mantém outras opções em cima da mesa.





























