O Parlamento português condena os abusos do ministro israelita Ben-Gvir
Os deputados portugueses preparam um texto único de repúdio contra Itamar Ben-Gvir. A comissão de Negócios Estrangeiros aprovou cinco votos de condenação visando o ministro da Segurança Nacional de Is...

Os deputados portugueses preparam um texto único de repúdio contra Itamar Ben-Gvir. A comissão de Negócios Estrangeiros aprovou cinco votos de condenação visando o ministro da Segurança Nacional de Israel.
Humilhação em águas internacionais
A decisão parlamentar responde à divulgação de um vídeo pelo próprio governante israelita. As imagens mostram Ben-Gvir a humilhar membros da flotilha humanitária Global Sumud no mês passado.
O vídeo exibe dezenas de ativistas intercetados no mar, prostrados no chão com as mãos amarradas. O grupo detido incluía três cidadãos portugueses: Nuno Gomes, Joana Rocha e Diogo Chaves.
Consenso partidário em São Bento
A comissão parlamentar deu luz verde a iniciativas do Partido Socialista, Partido Social Democrata, Iniciativa Liberal e Livre. Os documentos censuram a detenção da embarcação em águas internacionais e o tratamento degradante imposto aos ativistas.
Os textos aprovados seguem agora para redação final e fusão num documento único. Durante a sessão, os deputados chumbaram quatro propostas do Bloco de Esquerda, PCP e Livre que incluíam acusações diretas de tortura pelas forças israelitas.
Repercussões globais e internas
As ações do ministro ultranacionalista provocaram uma onda de indignação internacional. A França juntou-se ao Reino Unido, Países Baixos, Polónia e Eslovénia e proibiu a entrada de Ben-Gvir no seu território.
A pressão atingiu também a política interna de Israel. O Presidente Isaac Herzog e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu vieram a público criticar o comportamento do seu ministro.
Histórico de abusos prisionais
Itamar Ben-Gvir reside num colonato ilegal na Cisjordânia, em violação do Direito Internacional. Assume a tutela do sistema prisional israelita e aplica uma política de linha dura.
O ministro defende com frequência o agravamento das condições dos prisioneiros palestinianos. As medidas aplicadas incluem a privação de sono, restrição de alimentos e bloqueio a cuidados médicos e de higiene.





























