Lisboa leva dois museus à final do principal prémio europeu do setor
A cidade de Lisboa pode conquistar o galardão máximo dos espaços culturais na Europa. O Museu do Design (MUDE) e o Museu de Lisboa - Palácio Pimenta competem pelo título de Museu Europeu do Ano. A org...

A cidade de Lisboa pode conquistar o galardão máximo dos espaços culturais na Europa. O Museu do Design (MUDE) e o Museu de Lisboa - Palácio Pimenta competem pelo título de Museu Europeu do Ano. A organização anuncia os vencedores no próximo sábado, durante uma cerimónia em Bilbau, Espanha.
O renascimento do design na Baixa
O MUDE reabriu portas em julho de 2024. O espaço esteve encerrado durante oito anos para obras profundas de reabilitação no antigo edifício do Banco Nacional Ultramarino.
A Câmara Municipal de Lisboa gere este equipamento. O acervo inclui mais de 18 mil peças divididas por 19 núcleos temáticos. Antes da pausa para as obras, o polo atraiu quase dois milhões de pessoas ao longo de 60 exposições.
Hoje, o público encontra instalações totalmente renovadas. A oferta estende-se a novas áreas educativas, um auditório, uma biblioteca especializada e um terraço com vista para a cidade.
Uma viagem pelo passado da capital
O Palácio Pimenta é o segundo candidato nacional. Este núcleo principal do Museu de Lisboa retomou a atividade plena em setembro de 2024, após intervenções físicas que arrancaram há uma década.
O projeto ocupa um antigo palácio de verão do século XVIII. A exposição permanente "A Casa Onde Vive a Cidade" explora o crescimento urbano lisboeta. O trajeto liga vestígios arqueológicos da Pré-História à arquitetura do século XXI.
A instituição concentra a sua ação nas famílias e nas escolas. Os programas educativos abordam a sustentabilidade e apelam ao pensamento crítico sobre a narrativa histórica tradicional.
Inclusão e impacto social no centro do debate
A conferência anual do Fórum Europeu dos Museus antecede a entrega de prémios em Bilbau. O evento junta 34 candidatos de vários países para procurar soluções contra as barreiras no acesso à cultura.
O tema central desta edição foca a inclusão total para todos os públicos. A presidente do Fórum, Amina Krvavac, sublinha que o setor enfrenta um clima social de forte polarização. Esta realidade exige um compromisso constante com as comunidades locais.
Os candidatos apresentam os seus dossiês a um júri internacional entre quinta e sexta-feira. O historial português anima as expectativas atuais. O Centro Interpretativo do Salva-Vidas de Alvor e o Museu de Leiria já conquistaram distinções de prestígio em edições anteriores deste certame.





























