Irão bloqueia inspeções da ONU a instalações nucleares apesar do alívio de sanções
O Governo iraniano recusa a entrada de inspetores da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) nos complexos nucleares danificados por ataques militares recentes. A decisão contrasta com o otimi...

O Governo iraniano recusa a entrada de inspetores da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) nos complexos nucleares danificados por ataques militares recentes. A decisão contrasta com o otimismo diplomático gerado pelas recentes negociações na Suíça.
Negas à agência da ONU e posição de Teerão
Esmaeil Baghaei, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, desmente a realização de qualquer encontro com Rafael Grossi, diretor-geral da AIEA.
Teerão sublinha que mantém as obrigações do Tratado de Não Proliferação Nuclear. No entanto, recusa abrir exceções ou criar novos protocolos para avaliar os danos causados pelas forças norte-americanas e israelitas.
O acesso das equipas da ONU permanece bloqueado desde os bombardeamentos do último verão, que ditaram a consequente retirada dos inspetores internacionais do território iraniano.
Choque com as expectativas de Washington
A intransigência iraniana coincide com um alívio histórico de sanções por parte dos Estados Unidos. Washington autorizou temporariamente o Irão a transacionar petróleo em dólares, uma medida inédita nas últimas décadas.
O bloqueio nuclear contraria as previsões norte-americanas. JD Vance afirmou na Suíça que esperava o regresso das equipas de avaliação ao terreno de forma quase imediata, prevendo o início do processo para os próximos dias.
Novos compromissos desenhados na Suíça
Apesar do impasse nas vistorias nucleares, os canais diplomáticos alcançaram compromissos paralelos. As delegações dos Estados Unidos e do Irão concluíram a ronda de conversações com avanços estruturais.
O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano confirmou a criação de quatro grupos de trabalho bilaterais.
As novas equipas vão focar-se na suspensão das sanções, no futuro do programa nuclear, na reconstrução económica e na monitorização da implementação dos acordos.





























