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Montreal acolhe reflexão inédita de Álvaro Siza sobre o desenvolvimento das cidades

Montreal abre portas na próxima quinta-feira para celebrar a visão urbana de Álvaro Siza. O Centro Canadiano para Arquitetura (CCA) inaugura a exposição "A sorte da cidade é nunca ter sido perfeita".

Montreal acolhe reflexão inédita de Álvaro Siza sobre o desenvolvimento das cidades
Panoramas — Imagem Ilustrativa

Montreal abre portas na próxima quinta-feira para celebrar a visão urbana de Álvaro Siza. O Centro Canadiano para Arquitetura (CCA) inaugura a exposição "A sorte da cidade é nunca ter sido perfeita".

A mostra internacional prolonga-se até 10 de janeiro de 2027. O evento destaca o impacto e o pensamento urbanístico do arquiteto português, vencedor do Prémio Pritzker.

O arquivo pessoal em exibição

Os visitantes encontram desenhos, cadernos de esboços, maquetas e colagens fotográficas. Este material integra o arquivo pessoal de Siza, recentemente doado à instituição canadiana.

A diretora do CCA, Giovanna Borasi, assume a curadoria do evento em parceria com Laura Aparicio Llorente. A preparação exigiu uma longa investigação e várias entrevistas com o arquiteto na cidade do Porto.

As criações do português dialogam com obras de grandes nomes da fotografia e arquitetura. A mostra inclui trabalhos dos fotógrafos Nuno Cera e Gabriele Basilico, bem como dos arquitetos Aldo Rossi e Kenneth Frampton.

A sobrevivência da identidade urbana

O objetivo principal passa por debater o desenvolvimento das metrópoles. O CCA explora a forma como as cidades crescem e se transformam sem apagar a sua memória coletiva.

Siza baseia a sua prática na vivência direta do território. A organização sublinha o seu compromisso em respeitar as estruturas existentes para conceber novos bairros e praças.

O tecido histórico e social dos centros urbanos serve de base de trabalho constante. A abordagem do mestre cruza a arquitetura com as necessidades reais das populações.

Sete décadas de dimensão global

O percurso de Álvaro Siza conta com projetos que redefiniram espaços públicos fundamentais. A reconstrução do Chiado, o bairro da Malagueira em Évora ou o Pavilhão de Portugal confirmam a sua influência duradoura.

As homenagens multiplicam-se nos últimos anos em vários continentes. A Fundação Calouste Gulbenkian organizou uma grande retrospetiva em 2024 e a Fundação de Serralves levou uma exposição monumental até Xangai.

A inauguração canadiana arranca às 17:00 com uma conversa pública. A curadora Giovanna Borasi junta-se aos arquitetos Sebastián Adamo e Marcelo Faiden para debater o processo de montagem deste espaço.

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