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Secas extremas moldaram a evolução das árvores e ditam a sobrevivência das florestas

As florestas enfrentam hoje secas extremas, mas um novo estudo internacional revela que a escassez de água moldou a biologia das árvores desde a sua origem. Compreender este mecanismo evolutivo permit...

Secas extremas moldaram a evolução das árvores e ditam a sobrevivência das florestas
Panoramas — Imagem Ilustrativa

As florestas enfrentam hoje secas extremas, mas um novo estudo internacional revela que a escassez de água moldou a biologia das árvores desde a sua origem. Compreender este mecanismo evolutivo permite prever como as plantas vão reagir às atuais alterações climáticas.

A corrida pela luz e o desafio da água

As árvores dominaram a flora mundial ao crescerem mais alto do que os concorrentes. Esta estratégia garantiu-lhes acesso privilegiado aos raios solares para a fotossíntese.

O crescimento vertical trouxe um obstáculo grave. Bombear água desde as raízes até à copa exige um enorme esforço energético, semelhante ao desafio humano de apagar incêndios em edifícios altos.

O perigo fatal das bolhas de ar

O transporte de líquidos ocorre através do xilema, uma rede de tubos microscópicos. Nos períodos de seca extrema, o esforço contínuo para puxar a água cria bolhas de ar no sistema.

Estas bolhas causam embolias vasculares nas plantas. Sem uma defesa estrutural, a falha propaga-se rapidamente, interrompe o abastecimento e provoca a morte de toda a árvore.

Estratégia de sobrevivência vascular

Os investigadores descobriram que as árvores ultrapassaram o problema dividindo o sistema de condução de água em compartimentos isolados. Esta barreira física impede o alastramento dos danos vasculares.

Martin Bouda, especialista do Instituto de Botânica da Academia Checa de Ciências, salienta que os antepassados das árvores modernas desenvolveram uma estrutura de madeira mais complexa. Esta adaptação evolutiva equilibra a resistência do tronco com a capacidade vital de enfrentar a falta de água.

Lições para as florestas modernas

A engenharia biológica desenvolvida há milhões de anos volta a ser testada na atualidade. As taxas de mortalidade das árvores aumentam a cada ano devido ao agravamento do aquecimento global.

A capacidade natural de isolar danos e regenerar tecidos dita a sobrevivência a longo prazo. A análise destas marcas da evolução ajuda agora os cientistas a antecipar o impacto do clima nos ecossistemas vitais da Terra.

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