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POLITICA

Bruxelas duplica orçamento da Europol para travar cibercrime e redes internacionais

A caça às redes criminosas na Europa vai ganhar um reforço tecnológico de peso. A Comissão Europeia planeia injetar três mil milhões de euros na Europol até 2034, duplicando o orçamento e os recursos ...

Bruxelas duplica orçamento da Europol para travar cibercrime e redes internacionais
Panoramas — Imagem Ilustrativa

A caça às redes criminosas na Europa vai ganhar um reforço tecnológico de peso. A Comissão Europeia planeia injetar três mil milhões de euros na Europol até 2034, duplicando o orçamento e os recursos humanos da agência para enfrentar ameaças cada vez mais sofisticadas e sem fronteiras.

Partilha de dados em tempo real

O novo plano visa acabar com a troca manual de informações entre países. O comissário europeu da Administração Interna, Magnus Brunner, avisa que a falta de cruzamento automático de dados permite que grupos criminosos atuem de forma impune por vários pontos da Europa.

Para eliminar esta falha, Bruxelas propõe criar uma infraestrutura na nuvem e um Espaço Europeu Partilhado de Dados Policiais. Esta plataforma virtual garante que as polícias de cada Estado-membro investigam casos em simultâneo e cruzam pistas no imediato.

A aposta estende-se à inteligência artificial e a sistemas de desencriptação. A Europol terá um novo polo de inovação para apoiar o desenvolvimento conjunto destas tecnologias avançadas.

Presença local e novos poderes da Eurojust

A estratégia inclui a abertura de gabinetes de apoio da Europol em cada Estado-membro. Estas estruturas locais contam com o conhecimento de antigos funcionários europeus para ajudar as autoridades nacionais a rentabilizar ferramentas de análise forense.

Em paralelo, a Eurojust também ganha maior raio de ação. A agência passa a ter autonomia para identificar ligações entre processos judiciais através de um sistema automatizado de cruzamento de dados.

O mandato atualiza-se para responder aos crimes da atualidade. A violência de género, o cibercrime e o incumprimento das sanções da União Europeia entram para a jurisdição da Eurojust, obrigando os países a nomear representantes específicos para estas áreas.

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