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Soweto assinala 50 anos sobre o massacre estudantil que desafiou o apartheid

Soweto assinala meio século sobre o massacre que abalou definitivamente as estruturas do apartheid na África do Sul. A tragédia transformou-se num símbolo eterno de resistência e da luta pelos direito...

Soweto assinala 50 anos sobre o massacre estudantil que desafiou o apartheid
Panoramas — Imagem Ilustrativa

Soweto assinala meio século sobre o massacre que abalou definitivamente as estruturas do apartheid na África do Sul. A tragédia transformou-se num símbolo eterno de resistência e da luta pelos direitos civis.

A marcha pacífica

A 16 de junho de 1976, milhares de estudantes negros ocuparam as ruas do Soweto. As estimativas indicam a presença de 10 mil a 20 mil jovens num protesto pacífico contra as políticas discriminatórias do regime.

A resposta das autoridades sul-africanas chegou através das armas. A polícia reprimiu a manifestação com violência extrema e provocou pelo menos 176 mortes.

Memórias intocáveis

O luto e a dor sobrevivem à passagem do tempo. Antoinette Sithole, irmã do jovem Hector Pieterson, mantém viva a recordação do dia fatídico.

"Para mim, foi como se tivesse sido ontem. Sei que, à medida que envelhecemos, ouvimos falar de Alzheimer e de demência, mas não neste caso. Lembro-me de tudo com muita clareza", relata Antoinette.

A coragem dos estudantes vitimados moldou o rumo da nação. Hoje, o legado do Soweto reforça o valor incontestável do direito ao voto e à liberdade.

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