Peru vê Keiko Fujimori reforçar liderança nas presidenciais face a protestos
A reta final do apuramento eleitoral no Peru agrava a tensão política no país. Keiko Fujimori, candidata da direita pelo partido Força Popular, reforçou a sua liderança face ao adversário de esquerda,...

A reta final do apuramento eleitoral no Peru agrava a tensão política no país. Keiko Fujimori, candidata da direita pelo partido Força Popular, reforçou a sua liderança face ao adversário de esquerda, Roberto Sánchez.
Com 99,15% dos boletins contados, Fujimori detém agora 50,1% das preferências, o que se traduz em 9.136.432 votos. Sánchez, representante do Juntos pelo Peru, segue muito perto com 49,9% e 9.100.083 votos. A diferença situa-se nuns curtos 36.349 boletins.
Contagem lenta e votos contestados
O processo esbarra agora na análise de 787 atas eleitorais. Estes documentos enfrentam queixas por alegadas irregularidades e aguardam uma decisão dos júris eleitorais especiais (JEE).
Se as dúvidas persistirem após esta avaliação inicial, as autoridades vão avançar para uma recontagem em audiência pública.
O Júri Nacional de Eleições (JNE) já adiou a proclamação do vencedor para meados de julho. Esta data surge a menos de duas semanas da tomada de posse do novo Governo para o mandato de 2026 a 2031.
Esquerda convoca manifestação popular
A curta distância entre os candidatos motivou uma forte reação da coligação Juntos pelo Peru. O partido acusa as entidades eleitorais de falta de transparência e agendou um protesto para a próxima sexta-feira.
A concentração está marcada para as 16:00 locais (22:00 em Lisboa), no parque Campo de Marte, na capital Lima.
Através da rede social X, Roberto Sánchez defendeu a iniciativa. O candidato sublinhou que a vigilância democrática e a mobilização pacífica representam direitos constitucionais incontestáveis.
OEA afasta cenário de fraude
A missão de observação da Organização dos Estados Americanos (OEA) acompanha o processo no terreno. A entidade pede rapidez aos JEE na resolução dos litígios eleitorais.
A OEA sugere o alargamento de horários para despachar os processos pendentes, que correspondem a menos de 1% das atas totais.
Apesar do apelo à celeridade, a organização garante que o escrutínio decorreu com normalidade. Os observadores não detetaram qualquer anomalia grave que comprometa a integridade dos dados oficiais apresentados.
Para evitar demoras idênticas em escrutínios futuros, a missão internacional recomendou ao Peru a criação de um sistema célere de transmissão digital de atas.




























