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PORTUGAL

Valpaços acompanha ida a tribunal de madrasta que confessou homicídio da enteada

O Tribunal de Valpaços ouve hoje a mulher de 48 anos suspeita de asfixiar a enteada de oito anos. A tragédia resulta de um plano premeditado para atingir o pai da criança, segundo a Polícia Judiciária...

Valpaços acompanha ida a tribunal de madrasta que confessou homicídio da enteada
Panoramas — Imagem Ilustrativa

O Tribunal de Valpaços ouve hoje a mulher de 48 anos suspeita de asfixiar a enteada de oito anos. A tragédia resulta de um plano premeditado para atingir o pai da criança, segundo a Polícia Judiciária (PJ) de Vila Real.

A agressora confessou o crime às autoridades. Inicialmente, a mulher tentou encenar um rapto para despistar a investigação. A mentira desabou rapidamente e a própria indicou o local exato onde abandonou o corpo da pequena Lara.

O falso pretexto da consulta

A suspeita executou o plano com frieza. Dirigiu-se à escola da menina e retirou-a das aulas com a justificação de uma urgência médica. Lara nunca mais regressou a casa.

O pai formalizou o alerta de desaparecimento na GNR local nessa mesma noite. O desfecho fatal confirmou-se na quarta-feira, quando a PJ localizou o cadáver e a mochila da vítima na serra da Padrela, no município vizinho de Vila Pouca de Aguiar.

Vingança dita o fim trágico

David Martins, diretor da PJ de Vila Real, aponta para um ato de retaliação. O homicídio surge na sequência de um historial de desavenças no seio da família.

Uma discussão ocorrida no domingo entre o filho da suspeita e o pai de Lara funcionou como o gatilho para o crime. O casal residia na aldeia de Celeirós e mantinha um relacionamento instável há cerca de cinco anos, pautado por separações frequentes.

A autópsia vai agora confirmar as causas exatas da morte, embora os investigadores sublinhem a asfixia como o meio utilizado para consumar o crime.

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