Refugiados em Portugal enfrentam onda de violência doméstica e pedidos de ajuda quadruplicam
A procura por segurança em território nacional esbarra, demasiadas vezes, em novos cenários de agressão. Mais de metade dos refugiados vítimas de crime sofre em silêncio e recusa alertar as autoridade...

A procura por segurança em território nacional esbarra, demasiadas vezes, em novos cenários de agressão. Mais de metade dos refugiados vítimas de crime sofre em silêncio e recusa alertar as autoridades.
Cerca de 58% das pessoas apoiadas não apresentam qualquer queixa formal. Os dados mais recentes da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) expõem uma realidade dura para quem tenta reconstruir a vida no país.
O peso da guerra na Ucrânia
Os conflitos armados alteraram de forma drástica o perfil de quem pede socorro. Os cidadãos de nacionalidade ucraniana representam quase 70% das vítimas acompanhadas pelos técnicos.
Ao longo dos últimos cinco anos, a APAV prestou auxílio a 169 refugiados. As mulheres representam a esmagadora maioria (71%) dos casos sinalizados.
A ameaça dentro de casa
O perigo maior não está nas ruas. A violência doméstica destaca-se como o principal crime, somando 284 dos 349 delitos registados.
A lista de abusos inclui ainda violência sexual, agressões físicas e ameaças. Os homens dominam o perfil do agressor (68%).
As estatísticas revelam uma dinâmica familiar complexa. Madrastas e padrastos assumem o topo da lista de agressores (34,7%), superando largamente o número de ataques cometidos por cônjuges ou ex-companheiros.
Disparo nos pedidos de auxílio
A necessidade de proteção especializada cresceu quase 288% desde o início da década.
A rede de apoio passou de 31 casos anuais em 2021 para 120 processos em 2025. Esta escalada sublinha as graves falhas de segurança que afetam as populações mais vulneráveis mesmo após a chegada ao país de acolhimento.





























