Estados Unidos alertam Israel contra o uso da violência após novo acordo com o Irão
O novo entendimento entre Washington e Teerão está a provocar tensões entre os Estados Unidos e Israel. O acordo histórico prevê o fim do bloqueio marítimo e a reabertura do estreito de Ormuz.

O novo entendimento entre Washington e Teerão está a provocar tensões entre os Estados Unidos e Israel. O acordo histórico prevê o fim do bloqueio marítimo e a reabertura do estreito de Ormuz.
Em resposta às críticas israelitas, JD Vance deixou um aviso claro. O vice-presidente norte-americano afirmou que um país com nove milhões de habitantes não pode depender apenas da força para garantir a segurança nacional.
Durante uma entrevista ao jornal The New York Times, Vance acusou setores políticos de Israel de espalharem desinformação e de cederem ao pânico. O governante questionou a falta de alternativas apresentadas por Telavive e reforçou que os Estados Unidos já provaram ser merecedores de confiança no Médio Oriente.
Resposta dura de Telavive
A reação de Israel foi imediata. Itamar Ben-Gvir, ministro da Segurança, exigiu que a administração de Donald Trump adote uma postura implacável contra o regime de Teerão.
Nas redes sociais, o governante comparou as autoridades iranianas à Alemanha nazi. Ben-Gvir apelou a um confronto direto, recordando a intervenção norte-americana na Segunda Guerra Mundial.
Detalhes do entendimento com o Irão
O memorando assinado estabelece o fim das hostilidades em várias frentes de combate, abrangendo também o Líbano. O documento abre um período de 60 dias de negociações sobre o programa nuclear e a diluição de urânio enriquecido.
Como contrapartida, Teerão assegura o levantamento total das sanções. O país recupera o acesso aos fundos retidos no estrangeiro e retoma a comercialização imediata de produtos petrolíferos.
A reconstrução do Irão será financiada por um novo fundo de 300 mil milhões de dólares. Washington assegura que este valor será angariado junto de parceiros regionais, garantindo que a iniciativa não custará um único cêntimo aos contribuintes norte-americanos.





























