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O Mar Negro volta a ser alvo de um ataque russo fatal contra navios comerciais

O Mar Negro continua a ser uma das frentes de batalha mais ativas do conflito na Europa. O governo ucraniano denunciou uma nova vaga de ataques russos com drones contra embarcações comerciais na noite...

O Mar Negro volta a ser alvo de um ataque russo fatal contra navios comerciais
Panoramas — Imagem Ilustrativa

O Mar Negro continua a ser uma das frentes de batalha mais ativas do conflito na Europa. O governo ucraniano denunciou uma nova vaga de ataques russos com drones contra embarcações comerciais na noite de quinta-feira. A ofensiva provocou uma vítima mortal e cinco feridos.

Ao mesmo tempo, o terror atingiu zonas residenciais de forma trágica. Uma menina de oito anos perdeu a vida na cidade de Pavlograd, na região de Dnipropetrovsk, na sequência do lançamento de dezenas de drones de longo alcance.

Alvos civis em alto mar

Os ataques atingiram diretamente dois navios mercantes. Uma embarcação com bandeira do Panamá sofreu o impacto mais devastador. Um membro da tripulação morreu e outros dois sofreram ferimentos, encontrando-se um deles em estado crítico.

Uma segunda embarcação, com bandeira de São Cristóvão e Neves, também sofreu danos severos. Três marinheiros deste navio ficaram feridos. As autoridades ucranianas optaram por não revelar, para já, a nacionalidade das vítimas ou a carga transportada.

Ameaça à segurança alimentar global

A Força Aérea ucraniana confirmou que Moscovo direcionou os ataques contra as infraestruturas portuárias do país. O governo de Kiev classificou a ação como um ato de terrorismo e exigiu uma resposta firme da comunidade internacional.

As lideranças ucranianas alertam que a Rússia mantém uma guerra aberta contra a liberdade de navegação. Estas manobras ameaçam o comércio internacional e colocam em risco a segurança alimentar em várias regiões do mundo.

Defesa antiaérea sob pressão

As forças russas lançaram 90 drones de longo alcance entre a noite de quinta-feira e a madrugada de sexta-feira. Os sistemas de defesa ucranianos conseguiram intercetar e abater 79 destes aparelhos.

A tensão marítima mantém-se elevada desde o início da invasão. A Ucrânia reporta frequentemente ataques a navios atracados nos seus portos. Em contramedida, as forças de Kiev intensificaram os ataques contra a "frota fantasma" russa, navios que Moscovo utiliza para contornar sanções internacionais e manter a exportação de petróleo.

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