ULS Lisboa Ocidental suspende diretor acusado de amarrar funcionária a cadeira
O escândalo no serviço de Gestão de Recursos Humanos da ULS Lisboa Ocidental levou à suspensão imediata do seu diretor. A administração afastou André Coelho Dias por 90 dias para conduzir um processo ...

O escândalo no serviço de Gestão de Recursos Humanos da ULS Lisboa Ocidental levou à suspensão imediata do seu diretor. A administração afastou André Coelho Dias por 90 dias para conduzir um processo disciplinar sobre graves acusações de humilhação e intimidação no local de trabalho.
O episódio de violência no escritório
A queixa central envolve uma funcionária com duas décadas de serviço na instituição. Há cerca de um mês, o dirigente terá amarrado a trabalhadora a uma cadeira com fita-cola. Vários profissionais testemunharam a coação, acompanhada pela ordem de que a vítima apenas se poderia levantar após terminar a tarefa exigida.
Investigação avança no terreno
O caso mobilizou a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS). Sob a tutela do inspetor-geral Carlos Carapeto, a entidade instaurou um processo de averiguação a 5 de junho. A revolta interna atingiu proporções inéditas. Mais de 95% dos responsáveis clínicos assinaram um documento de repúdio. O bastonário da Ordem dos Enfermeiros também avançou com queixas formais à presidência da ULS.
Demissão na cúpula clínica
A crise laboral já provocou baixas na direção da unidade. O diretor clínico hospitalar, João Gamelas, apresentou a demissão no final de maio. O médico ortopedista justificou a saída com a transição para uma vida mais calma aos 65 anos. Contudo, o especialista assumiu que a quebra de confiança e a tensão permanente pesaram de forma decisiva na sua renúncia ao cargo.





























