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POLITICA

Autonomia da Madeira exige revisão constitucional urgente avisa Alberto João Jardim

A autonomia política da Madeira exige uma revisão urgente da Constituição. Alberto João Jardim lança o alerta nas comemorações dos 50 anos do processo autonómico. O antigo presidente do Governo Region...

Autonomia da Madeira exige revisão constitucional urgente avisa Alberto João Jardim
Panoramas — Imagem Ilustrativa

A autonomia política da Madeira exige uma revisão urgente da Constituição. Alberto João Jardim lança o alerta nas comemorações dos 50 anos do processo autonómico. O antigo presidente do Governo Regional defende que o modelo atual fica longe da dimensão ideal.

O líder histórico governou a região insular durante 37 anos. Assumiu o cargo em 1978, sucedendo a Jaime Ornelas Camacho, e recorda as décadas de mandato como uma batalha política incessante. Tudo aconteceu dentro das fronteiras nacionais, exigindo um esforço contínuo para lidar com adversários políticos.

As marcas da governação madeirense

A trágica aluvião de fevereiro de 2010 domina as piores memórias do ex-presidente. A catástrofe atingiu vários concelhos da ilha e causou 47 mortos. A devastação obrigou a criar uma Lei de Meios superior a mil milhões de euros. A morte de um jornalista numa visita oficial às comunidades fecha o capítulo dos momentos mais dolorosos.

O lado positivo foca-se na evolução social. Jardim valoriza a mudança profunda na mentalidade da população. Sente orgulho na forma simpática como as pessoas o abordam na rua. O afeto popular comprova o impacto de quase quatro décadas na presidência.

Desafios na relação com Lisboa

As instituições da República apresentam cenários muito diversos. Jardim rejeita visões igualitaristas e sublinha a necessidade de astúcia. Os líderes políticos da região têm o dever de distinguir o trigo do joio nas negociações com o continente.

A esperança no arquipélago apoia-se na resiliência do povo. O ser humano madeirense demonstra uma enorme capacidade para vencer a opressão e superar a emigração. O antigo líder confia na força das novas gerações para consolidar os direitos da ilha. Afastado do executivo desde 2015, o político de 83 anos continua a marcar o espaço público com artigos de opinião, livros e presença em eventos culturais.

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