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POLITICA

As eleições diretas do PSD em Espinho mostram um Luís Montenegro imperturbável a ruídos menores

O atual primeiro-ministro e candidato único à liderança do PSD votou ao início da tarde deste sábado em Espinho. Perante os jornalistas, Luís Montenegro garantiu que o partido atravessa um momento pos...

As eleições diretas do PSD em Espinho mostram um Luís Montenegro imperturbável a ruídos menores
Panoramas — Imagem Ilustrativa

O atual primeiro-ministro e candidato único à liderança do PSD votou ao início da tarde deste sábado em Espinho. Perante os jornalistas, Luís Montenegro garantiu que o partido atravessa um momento positivo e concentra-se apenas no essencial.

A deslocação às urnas serviu para enviar um recado indireto a Pedro Passos Coelho. O líder social-democrata assegurou que a estrutura partidária permanece "imperturbável face a ruídos menores".

A resposta ao ataque de Passos Coelho

Estas declarações surgem poucos dias após as duras críticas do antigo primeiro-ministro. Durante uma conversa pública com o líder do Chega, André Ventura, Passos Coelho apontou uma clara falta de ritmo à atual governação.

O antigo líder do PSD foi ainda mais longe. Comparou os políticos que tentam agradar a todas as fações a "prostitutos sem caráter", numa referência velada à atual postura do Governo. Em linha com este distanciamento, Passos Coelho optou por não votar nestas diretas.

Calendário antecipado sem oposição

O ato eleitoral estava agendado apenas para setembro. Luís Montenegro decidiu antecipar o processo para dar espaço a eventuais opositores com caminhos alternativos. Nenhum adversário avançou para a disputa.

A votação decorre em todas as secções do país até às 19h00. Os militantes elegem também os delegados ao próximo Congresso Nacional do partido, que acontece a 20 e 21 de junho em Anadia, no distrito de Aveiro.

Linhas vermelhas e diálogo no Parlamento

Montenegro lidera o PSD desde maio de 2022, altura em que derrotou Jorge Moreira da Silva com clareza. A atual recandidatura apoia-se na moção intitulada “Trabalhar - Fazer Portugal Maior”.

O documento estratégico mantém uma promessa firme da campanha legislativa. O presidente do PSD recusa qualquer coligação governativa com o Partido Socialista ou com o Chega. Apesar desta nega, classifica como absurda a criação de "cercas sanitárias" no debate parlamentar diário.

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