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ECONOMIA

Estados Unidos propõem fim das exigências climáticas para empresas cotadas

A reguladora do mercado de capitais dos Estados Unidos (SEC) quer eliminar a obrigatoriedade de as empresas apresentarem relatórios sobre o impacto climático. A entidade considera as atuais exigências...

Estados Unidos propõem fim das exigências climáticas para empresas cotadas
Panoramas — Imagem Ilustrativa

A reguladora do mercado de capitais dos Estados Unidos (SEC) quer eliminar a obrigatoriedade de as empresas apresentarem relatórios sobre o impacto climático. A entidade considera as atuais exigências financeiramente pesadas e desnecessárias.

Mudança de rumo em Washington

As normas ambientais receberam luz verde em março de 2024, durante a presidência de Joe Biden. Apesar da aprovação, nunca chegaram a produzir efeitos. Os tribunais norte-americanos suspenderam a aplicação das regras no mês seguinte.

A atual liderança da SEC, já sob a influência da nova administração de Donald Trump, votou para abandonar a defesa legal destas medidas. A agência propõe a anulação total das regras e alega que a regulação ambiental excede as suas estritas competências.

Foco exclusivo no mercado financeiro

O quadro regulatório anulado obrigava as empresas a revelar as suas emissões de gases com efeito de estufa. Exigia também detalhes detalhados sobre a gestão de riscos climáticos e o impacto financeiro de fenómenos meteorológicos extremos nas contas corporativas.

A reguladora argumenta que estas imposições geram custos substanciais sem benefícios informativos claros para a maioria dos investidores. A instituição defende que a divulgação de dados deve basear-se apenas na relevância puramente financeira.

O presidente da SEC, Paul Atkins, clarificou a nova estratégia da instituição de forma incisiva. O responsável afirmou que a agência deve focar-se nas suas funções de mercado e deixar as questões ecológicas para a Agência de Proteção Ambiental (EPA).

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