Reforma laboral domina debate no Parlamento após falta de acordo com o Chega
O futuro do Código do Trabalho domina as atenções no debate quinzenal. Luís Montenegro responde perante os deputados num clima de incerteza, na véspera da discussão parlamentar da nova lei laboral. A ...

O futuro do Código do Trabalho domina as atenções no debate quinzenal. Luís Montenegro responde perante os deputados num clima de incerteza, na véspera da discussão parlamentar da nova lei laboral. A aprovação do documento continua em risco.
Exigências travam acordo à direita
Na terça-feira, o primeiro-ministro recebeu André Ventura em São Bento durante hora e meia. O segundo encontro numa semana terminou sem qualquer entendimento sobre o pacote laboral. O líder do Chega confirmou a existência de divergências profundas, mas garantiu que as equipas vão negociar de forma contínua até à votação de sexta-feira.
O Chega exige um compromisso global para viabilizar o diploma. As condições apresentadas incluem o pagamento substancial do trabalho por turnos e a reposição dos dias de férias retirados durante a intervenção da troika. André Ventura considera injusto repor os salários dos políticos sem devolver os dias de descanso aos trabalhadores dos setores público e privado.
PCP denuncia manobra parlamentar
A oposição de esquerda desvaloriza as negociações entre o Governo e o Chega. Paulo Raimundo classificou o diálogo como uma mera encenação política. O secretário-geral do PCP acusa os dois partidos de prepararem um golpe para baixar o documento à comissão sem votação na generalidade.
Durante as Jornadas Parlamentares na Marinha Grande, o líder comunista reiterou que a revisão laboral penaliza os trabalhadores e os jovens. Aproveitou a ocasião para anunciar uma nova iniciativa: a proposta de um referendo sobre a regionalização, com realização prevista até julho de 2028.
Governo tenta salvar diploma
Apesar do impasse atual, o executivo mantém a confiança na aprovação da medida. Durante a apresentação de um investimento no Alentejo, anterior à reunião com o Chega, Luís Montenegro assegurou que fará tudo o que estiver ao alcance do Governo para garantir a sobrevivência da reforma no Parlamento.





























