PUBLICIDADE
POLITICA

Regresso de Pedro Santana Lopes ao PSD surpreende congresso em Anadia após oito anos

Pedro Santana Lopes regressou ao Partido Social Democrata (PSD) como militante. O antigo líder do partido e ex-primeiro-ministro surgiu de surpresa no congresso nacional, em Anadia, já depois da meia-...

Regresso de Pedro Santana Lopes ao PSD surpreende congresso em Anadia após oito anos
Panoramas — Imagem Ilustrativa

Pedro Santana Lopes regressou ao Partido Social Democrata (PSD) como militante. O antigo líder do partido e ex-primeiro-ministro surgiu de surpresa no congresso nacional, em Anadia, já depois da meia-noite de domingo.

Miguel Albuquerque, presidente da Mesa do Congresso, assumiu o anúncio e classificou a novidade como uma notícia muito agradável para os sociais-democratas.

O compromisso com Luís Montenegro

Durante a sua intervenção, Santana Lopes dirigiu-se diretamente a Luís Montenegro. O autarca garantiu que não tenciona disputar a liderança do partido.

Para reforçar a confiança na atual direção, assegurou que o primeiro-ministro venceria qualquer candidato interno de forma expressiva, seja neste ou em futuros congressos.

Desfiliação sem pedidos de desculpa

A saída do PSD ocorreu em 2018. Santana Lopes abandonou a militância após perder as eleições diretas para Rui Rio. O ex-líder discordava da aproximação do partido à esquerda e decidiu fundar o partido Aliança, um projeto político que abandonou três anos mais tarde.

Sobre esta rutura, foi perentório no congresso de Anadia. Recusou pedir desculpa pela saída e sublinhou que agiu sempre de acordo com a sua própria consciência.

Percurso marcado por governos e autarquias

A história de Santana Lopes no PSD começou em 1976. Alcançou a liderança do partido e a chefia do Governo entre 2004 e 2005, quando substituiu Durão Barroso.

O mandato terminou de forma abrupta. O então Presidente da República, Jorge Sampaio, dissolveu o Parlamento e o PSD perdeu as eleições legislativas de 2005 para o Partido Socialista.

A nível autárquico, liderou a Câmara Municipal de Lisboa e a da Figueira da Foz. Retomou a presidência do município figueirense em 2021 como independente e renovou o mandato em 2025 com o apoio da coligação PSD/CDS-PP. No passado, integrou ainda os governos de Cavaco Silva como secretário de Estado.

PUBLICIDADE