O Tribunal do Porto libertou dez dos catorze detidos na operação Águas Turvas
A rede de corrupção instalada na empresa municipal Águas de Gaia regista novos desenvolvimentos judiciais. O Tribunal de Instrução Criminal do Porto libertou este sábado dez dos catorze detidos na ope...

A rede de corrupção instalada na empresa municipal Águas de Gaia regista novos desenvolvimentos judiciais. O Tribunal de Instrução Criminal do Porto libertou este sábado dez dos catorze detidos na operação "Águas Turvas". Quatro suspeitos continuam atrás das grades a aguardar a decisão final sobre as medidas de coação.
O peso da justiça
As medidas definitivas serão conhecidas no início da próxima semana. O Ministério Público solicitou a prisão preventiva apenas para os quatro arguidos que permanecem detidos.
Para os dez suspeitos agora em liberdade, os procuradores exigem restrições severas. Cinco indivíduos enfrentam a suspensão de funções e o impedimento de contactar com a restante rede.
Os outros cinco estão sujeitos a cauções mínimas de 100 mil euros cada. Um elemento deste último grupo arrisca ainda a retenção do passaporte e a proibição de sair de Portugal.
Contratos em troca de favores
A investigação da Polícia Judiciária durou 17 meses e desmontou um vasto esquema de criminalidade económico-financeira. O grupo integra dirigentes e funcionários da ADGaia, ex-colaboradores e empresários do setor da construção civil. O número inicial de detidos situava-se nos 13, mas subiu para 14 durante as operações no terreno.
Os arguidos manipularam dezenas de concursos públicos para favorecer sistematicamente o mesmo empreiteiro. Em contrapartida, os subornos assumiam formas invulgares.
Os funcionários recebiam desde o habitual dinheiro até eletrodomésticos, compras de supermercado, viagens de férias e jantares. A acusação detalha mesmo o financiamento de consultas médicas e a execução de obras gratuitas nas casas dos suspeitos em troca das adjudicações camarárias.




























