Exame de Matemática A avança sem correções após EduQA rejeitar erro
O Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA) descarta qualquer alteração aos critérios de classificação do exame nacional de Matemática A. A decisão surge após a Sociedade Portuguesa de Mate...

O Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA) descarta qualquer alteração aos critérios de classificação do exame nacional de Matemática A. A decisão surge após a Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM) apontar uma falha de formulação numa das perguntas da segunda fase.
Respostas corretas garantem nota
Luís Pereira dos Santos, presidente do EduQA, assegura que não existem motivos para aplicar medidas corretivas. O dirigente sublinha que os avaliadores vão aceitar qualquer interpretação do enunciado que seja cientificamente correta e fundamentada.
Esta garantia reflete a prática habitual do instituto na supervisão das provas. O objetivo principal passa por assegurar a justiça e a equidade entre todos os alunos do ensino secundário.
Críticas e cadeiras vazias
A discórdia começou quando a SPM acusou a prova de faltar ao rigor matemático. O EduQA considera a crítica excessiva e lamenta a ausência da sociedade nas auditorias científicas realizadas antes da impressão dos exames.
O instituto revela que efetuou várias diligências para envolver os especialistas na validação das provas. A ausência da SPM retirou ao sistema um contributo essencial para melhorar a avaliação externa.
O problema da discórdia
O conflito centra-se num exercício específico. O enunciado pedia aos estudantes para considerarem "todos os números naturais com cinco algarismos diferentes" e calcularem quantos seriam "múltiplos de cinco e maiores do que 40 000".
A SPM defende que a redação permitia infinitas soluções e colidia com as orientações de correção. O EduQA contrapõe que a linguagem segue os padrões habituais da sala de aula escolar. O instituto foca-se em avaliar a compreensão do estudante, rejeitando a procura por interpretações rebuscadas.
Setembro traz nova oportunidade
A segunda fase dos exames decorreu esta semana em todo o país. O calendário letivo deste ano integra uma época especial agendada para setembro. A tutela introduziu esta medida excecional para mitigar as graves falhas registadas na plataforma de classificação digital.





























