Raquel Portela faz história no voleibol português com nomeação para o Europeu
Raquel Portela atravessa o momento mais marcante da carreira. A árbitra portuguesa de voleibol acumulou três nomeações de prestígio num curto espaço de tempo: a Liga das Nações, a final da Taça CEV e ...

Série inédita de nomeações coloca árbitra portuguesa no topo
Raquel Portela atravessa o momento mais marcante da carreira. A árbitra portuguesa de voleibol acumulou três nomeações de prestígio num curto espaço de tempo: a Liga das Nações, a final da Taça CEV e o Campeonato da Europa feminino.
"Tem sido complicado assimilar tanta informação. Ainda não estava em mim com a indicação para a VNL e a final da Taça CEV quando recebi a nomeação para o Campeonato da Europa", confessou a juíza.
Presença garantida em todo o Europeu
A Confederação Europeia de Voleibol (CEV) confirmou Raquel Portela no grupo restrito de cinco árbitras que vão acompanhar a prova continental do início ao fim. O Europeu feminino decorre entre 21 de agosto e 6 de setembro, com Portugal a marcar presença.
A notícia chegou na quinta-feira, momentos antes de dirigir o quinto jogo das meias-finais do campeonato nacional feminino entre FC Porto e Benfica, no Dragão Arena. Dias antes, a árbitra da Associação de Voleibol do Porto tinha estado em Itália como segundo árbitro na final masculina da Taça CEV, vencida pelo Piacenza frente ao SVG Lüneburg.
Liga das Nações e mentoria CEV no horizonte
Em março, Raquel Portela recebeu a primeira nomeação para a Liga das Nações, ao lado de Ricardo Ferreira. A estreia acontece em Hong Kong, durante a terceira semana da vertente feminina, entre 8 e 12 de julho.
Esta época trouxe ainda a promoção ao grupo de mentoria da CEV, que prepara árbitros para a Liga dos Campeões. "Espero poder dar esse passo em breve", revelou a juíza, que se tornou a primeira portuguesa a dirigir uma final de uma competição europeia.
Sonho olímpico no horizonte
Prestes a completar 43 anos, Raquel Portela não esconde a ambição de chegar aos Jogos Olímpicos. Reconhece, porém, que o caminho exige "dirigir muitos jogos e continuar a somar nomeações".
"Há sempre algo ainda para vir. Mas alcançar o que alcancei em tão pouco tempo deixa-me feliz", concluiu a árbitra que coloca a arbitragem portuguesa no epicentro das principais competições internacionais de voleibol.

























