Cuba abre economia ao setor privado para travar colapso histórico
Cuba avança com uma transformação profunda na estrutura económica. O Partido Comunista Cubano (PCC) aprovou medidas de mercado para travar a crise sem precedentes que atinge a ilha. O plano foca-se em...

Cuba avança com uma transformação profunda na estrutura económica. O Partido Comunista Cubano (PCC) aprovou medidas de mercado para travar a crise sem precedentes que atinge a ilha. O plano foca-se em atrair capital privado, captar remessas da diáspora e reduzir a dimensão do aparelho estatal.
A Assembleia Nacional do Poder Popular vota hoje estas alterações. O Presidente Miguel Díaz-Canel garantiu que os cidadãos cubanos, tanto residentes como emigrados, passam a beneficiar das mesmas condições oferecidas aos investidores estrangeiros.
O avanço do setor privado
O Governo prepara-se para encolher a máquina do Estado com o corte de ministérios e a redução de funcionários públicos. O primeiro-ministro, Manuel Marrero, assegurou que o poder central mantém o compromisso social com a população, apesar da maior abertura ao mercado livre.
As pequenas e médias empresas ganham agora um novo protagonismo. A legislação de 2021 passou a permitir negócios privados até 100 funcionários. O tecido económico soma hoje cerca de 10 mil destas entidades, que já empregam um terço da população ativa. Havana autorizou ainda a criação de empresas mistas para unir capitais públicos e privados.
O aval de Raúl Castro
A liderança histórica do país aprova a mudança de rumo. Aos 95 anos, Raúl Castro enviou uma carta ao plenário do PCC para apoiar abertamente as novas medidas. O antigo líder definiu as reformas económicas como a melhor estratégia para proteger a revolução na atual conjuntura de dificuldade extrema.
O peso do bloqueio norte-americano
As sanções dos Estados Unidos continuam a asfixiar a economia de Havana. O embargo em vigor desde 1962 sofreu um agravamento drástico com o recente bloqueio petrolífero imposto pela administração de Donald Trump.
A falta crónica de combustíveis atirou o país para a beira do colapso. Os cortes de eletricidade afetam a ilha diariamente e a população lida com a escassez de alimentos, água potável e medicamentos essenciais. O Governo de Díaz-Canel negoceia com Washington e espera que esta abertura económica consiga mitigar o impacto demolidor das sanções.





























