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A estação britânica BBC prepara a eliminação de 550 postos de trabalho até 2027

A quebra nas receitas da taxa de televisão obriga a medidas drásticas no grupo audiovisual britânico. O novo diretor-geral, Matt Brittin, confirmou a supressão de cerca de 550 empregos até março de 20...

A estação britânica BBC prepara a eliminação de 550 postos de trabalho até 2027
Panoramas — Imagem Ilustrativa

A quebra nas receitas da taxa de televisão obriga a medidas drásticas no grupo audiovisual britânico. O novo diretor-geral, Matt Brittin, confirmou a supressão de cerca de 550 empregos até março de 2027.

Esta medida integra um plano de reestruturação mais vasto. A estação pública planeia cortar até 2000 postos de trabalho ao longo de três anos, o que representa 10% da sua força laboral.

Trata-se do maior despedimento coletivo na empresa nos últimos 15 anos.

Impacto na programação e nas regiões

As reduções afetam diretamente as divisões de notícias e entretenimento. A Escócia, o País de Gales e a Irlanda do Norte sofrem os maiores cortes, com o cancelamento de vários formatos.

Matt Brittin não detalhou os programas específicos que chegam ao fim. O líder da estação garantiu apenas a proteção dos conteúdos com maior impacto e valor para o público.

Despedimentos forçados no horizonte

O plano visa poupar 160 milhões de libras (185 milhões de euros) no atual exercício financeiro. O objetivo final passa por cortar 500 milhões de libras nas despesas globais nos próximos dois anos.

A administração ativou programas de rescisão voluntária em várias áreas. Contudo, o novo diretor-geral admitiu aos funcionários que os despedimentos forçados são inevitáveis face à dimensão da crise.

Clima de tensão e incerteza

O sindicato National Union of Journalists (NUJ) repudia as medidas. Laura Davison, dirigente da estrutura sindical, classifica a decisão como devastadora para os profissionais e para a qualidade do serviço público.

A BBC atravessa uma fase de profunda instabilidade institucional. O atual diretor-geral assumiu funções há apenas um mês, na sequência da demissão de Tim Davie, motivada por uma polémica com Donald Trump.

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