A nova lei laboral marcou o debate no Parlamento com Montenegro a pedir consensos
A revisão do Código do Trabalho ditou o ritmo do mais recente debate quinzenal. Luís Montenegro enfrentou os deputados com um apelo claro à negociação, na véspera da discussão de uma proposta que aind...

A revisão do Código do Trabalho ditou o ritmo do mais recente debate quinzenal. Luís Montenegro enfrentou os deputados com um apelo claro à negociação, na véspera da discussão de uma proposta que ainda não tem aprovação garantida no Parlamento.
Exigências da oposição no pacote laboral
André Ventura classificou a proposta do Governo como prejudicial para os trabalhadores. O líder do Chega desafiou o primeiro-ministro a alterar pontos essenciais da lei. Exigiu melhorias no direito à amamentação, criação de licenças para avós e valorização do trabalho por turnos.
Luís Montenegro recusou a ideia de corrigir o documento e preferiu falar em enriquecer a proposta. O chefe do Governo mostrou abertura para negociar estas medidas. No entanto, alertou que qualquer alteração exige uma avaliação rigorosa do impacto financeiro. Esta troca de argumentos aconteceu pouco depois de uma reunião entre ambos terminar sem fumo branco.
Pressão socialista sobre os combustíveis
A bancada do Partido Socialista dividiu o tempo de intervenção por vários deputados. António Mendonça Mendes liderou o ataque inicial com o foco na inflação e nos custos da energia.
O deputado socialista sublinhou que atestar 50 litros de gasóleo custa agora 93 euros, um salto face aos 80 euros cobrados antes da tomada de posse do atual Governo. A oposição exigiu a descida imediata do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos.
Resposta firme sobre impostos e saúde
O primeiro-ministro rejeitou as críticas de forma categórica. Garantiu que o atual executivo atuou com prudência e não aumentou um único imposto.
A saúde também dominou a discussão através de Mariana Vieira da Silva. A deputada apontou os atrasos nas cirurgias e a falta de médicos de família para dezenas de milhares de utentes. Luís Montenegro respondeu com dureza e acusou a governação anterior de deixar o Serviço Nacional de Saúde num estado de rutura profunda.
Preparação para a época de incêndios
Na reta final do embate político, o primeiro-ministro abordou os riscos da época quente. Antecipou um verão bastante exigente e garantiu que o Estado já mobilizou todos os meios de proteção civil necessários.





























