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POLITICA

A reforma laboral avança para negociação se a oposição aprovar o diploma no Parlamento

O Governo liderado por Luís Montenegro aceita alterar a proposta da nova lei laboral. A condição é clara: os partidos da oposição precisam de aprovar o documento na generalidade durante a votação de s...

A reforma laboral avança para negociação se a oposição aprovar o diploma no Parlamento
Panoramas — Imagem Ilustrativa

O Governo liderado por Luís Montenegro aceita alterar a proposta da nova lei laboral. A condição é clara: os partidos da oposição precisam de aprovar o documento na generalidade durante a votação de sexta-feira.

O desafio aos partidos de esquerda

Durante o debate quinzenal na Assembleia da República, o primeiro-ministro mostrou total abertura para incorporar novas ideias. Luís Montenegro respondeu diretamente ao Livre com uma proposta de negociação. Prometeu que o PSD viabiliza as medidas de Rui Tavares na especialidade, caso o partido facilite a aprovação inicial do pacote do Executivo.

O Livre exige aumentar a licença de parentalidade e repor os 25 dias de férias. Pede ainda a presença de trabalhadores nos conselhos de administração das empresas. O chefe do Governo garante estar disponível para debater estes temas, exigindo apenas reciprocidade na votação.

PSD ataca postura dos socialistas

O líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, lançou duras críticas ao Partido Socialista. Acusou a bancada socialista de assumir uma posição política mais radical do que a do líder Pedro Nuno Santos.

Apesar das críticas, os sociais-democratas mantêm a porta aberta ao diálogo. Hugo Soares desafiou o PS a não bloquear o diploma, garantindo que o partido está pronto para uma discussão franca e direta com a oposição.

Negociações travadas à direita

O caminho para o consenso apresenta vários obstáculos noutras frentes. Uma reunião prévia entre Luís Montenegro e André Ventura terminou sem qualquer acordo. O líder do Chega exige a correção de vários pontos específicos da legislação.

Em paralelo, a Iniciativa Liberal confrontou o Governo sobre eventuais cedências ao Chega. O primeiro-ministro respondeu de forma categórica e rejeitou por completo qualquer descida na idade da reforma.

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