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PORTUGAL

Tribunal de Braga condena homicida de jovem no Bar Académico a mais de 21 anos de prisão

Um cidadão brasileiro de 28 anos vai cumprir 21 anos e seis meses de prisão por assassinar um jovem à facada. O crime ocorreu em abril de 2025, à porta do Bar Académico, na Universidade do Minho.

Tribunal de Braga condena homicida de jovem no Bar Académico a mais de 21 anos de prisão
Panoramas — Imagem Ilustrativa

Um cidadão brasileiro de 28 anos vai cumprir 21 anos e seis meses de prisão por assassinar um jovem à facada. O crime ocorreu em abril de 2025, à porta do Bar Académico, na Universidade do Minho.

O coletivo de juízes ordenou também a expulsão do homicida de Portugal após o cumprimento da pena. O arguido terá ainda de pagar uma indemnização de quase 227 mil euros aos pais da vítima.

Violência extrema e total ausência de arrependimento

A juiz presidente destacou a brutalidade do ataque durante a leitura do acórdão. O tribunal considerou a atuação do arguido altamente ilícita e motivada por razões fúteis.

O agressor desferiu três facadas em zonas vitais da vítima, revelando profundo desprezo pela vida humana. A magistrada lamentou a banalização da violência na diversão noturna.

Durante o julgamento, o condenado não demonstrou qualquer remorso. O tribunal concluiu que o seu único lamento foi não ter escapado impune às autoridades.

A noite trágica de abril

A confusão começou na madrugada de 12 de abril de 2025. A vítima, um jovem de 19 anos conhecido como Manu, confrontou o grupo do arguido.

Manu suspeitava que os indivíduos tinham adulterado a bebida de uma rapariga no interior do estabelecimento. A discussão rapidamente passou para a via pública.

No exterior, gerou-se um confronto físico. O arguido empunhou uma faca de cozinha e avançou contra o jovem desarmado, provocando ferimentos mortais.

Para os juízes, o agressor escolheu deliberadamente matar. Existia uma clara alternativa de abandonar o local em segurança, que o arguido ignorou.

Defesa contesta e tensão no tribunal

A advogada de defesa, Marta Bessa Rodrigues, pediu a absolvição do arguido. A defesa argumentou que não existem provas concretas da autoria do golpe fatal.

A representante legal sugeriu que o tribunal condenasse o cliente apenas por participação em rixa ou homicídio privilegiado. Alegou ainda que a arma branca teria sido levada por um amigo da própria vítima.

O encerramento da sessão ficou marcado por um momento de profunda dor. A mãe da vítima garantiu ao arguido que nunca lhe perdoaria o crime. Em resposta, o agressor voltou a negar a autoria das facadas.

A decisão judicial ainda admite recurso.

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