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ECONOMIA

Estado encaixa 1.673 milhões com venda do Novo Banco ao grupo francês BPCE

O Estado português e o Fundo de Resolução receberam 1.673 milhões de euros pela venda da sua participação de 25% no Novo Banco ao grupo bancário francês BPCE. A operação, concluída esta quarta-feira, ...

Estado encaixa 1.673 milhões com venda do Novo Banco ao grupo francês BPCE
Panoramas — Imagem Ilustrativa

Fecho de operação marca fim de ciclo iniciado em 2014

O Estado português e o Fundo de Resolução receberam 1.673 milhões de euros pela venda da sua participação de 25% no Novo Banco ao grupo bancário francês BPCE. A operação, concluída esta quarta-feira, representa um marco no encerramento do processo iniciado com a resolução do Banco Espírito Santo.

Detalhes financeiros da transação

O preço final de aquisição do Novo Banco foi fixado em 6,5 mil milhões de euros a 31 de dezembro de 2025. Com o aumento do capital próprio nos primeiros quatro meses de 2026, o valor total ascendeu a 6,7 mil milhões de euros.

Dos 1.673 milhões encaixados pelo Estado, 906 milhões destinam-se ao Fundo de Resolução e 766 milhões à Entidade do Tesouro e Finanças. Somando os dividendos já pagos anteriormente, a recuperação total aproxima-se dos dois mil milhões de euros.

Resultados positivos no primeiro trimestre

O banco apresentou lucros de 200,7 milhões de euros no primeiro trimestre do ano. Em 2025, o resultado líquido tinha atingido 828 milhões de euros, o que se traduziu num rácio price-to-earnings de 7,85.

Declarações do Ministro das Finanças

Joaquim Miranda Sarmento classificou a conclusão da operação como "um sinal da confiança dos investidores internacionais na economia nacional". O ministro de Estado e das Finanças sublinhou que a venda "permite encerrar um capítulo conturbado da nossa história".

O Governo garantiu que a operação salvaguarda "a estabilidade do sistema financeiro português" e os níveis de concorrência no sector bancário nacional.

Contexto histórico da resolução

O Banco de Portugal aplicou a medida de resolução ao BES em agosto de 2014, criando o Novo Banco como banco de transição. Esta decisão evitou a liquidação desordenada da instituição.

Ao longo dos anos, diversas decisões judiciais confirmaram a legalidade e proporcionalidade das medidas tomadas pelo supervisor no contexto da resolução.

BPCE reforça compromisso com Portugal

O segundo maior grupo bancário francês assume agora o controlo total do Novo Banco. O Governo português acredita que este compromisso se traduzirá na consolidação e criação de emprego, bem como no apoio ao financiamento de cidadãos, empresas e economia nacional.

A integração num grupo bancário europeu de referência representa um novo capítulo para a instituição que nasceu das cinzas do BES.

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