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ECONOMIA

Guerra no Médio Oriente pode encarecer viagens e travar turismo avisa líder do Vila Galé

O agravamento das tensões no Médio Oriente ameaça inflacionar o custo das viagens aéreas devido à subida do preço do combustível. Gonçalo Rebelo de Almeida, presidente executivo do grupo hoteleiro Vil...

Guerra no Médio Oriente pode encarecer viagens e travar turismo avisa líder do Vila Galé
Panoramas — Imagem Ilustrativa

O agravamento das tensões no Médio Oriente ameaça inflacionar o custo das viagens aéreas devido à subida do preço do combustível. Gonçalo Rebelo de Almeida, presidente executivo do grupo hoteleiro Vila Galé, alerta que este cenário pode provocar uma quebra significativa nos fluxos turísticos globais.

Em entrevista ao programa Conversa Capital, o responsável pelo segundo maior grupo hoteleiro português explicou que o mercado turístico atingiu uma fase de estabilização. O executivo não antecipa crescimentos expressivos nos próximos tempos e receia que a perpetuação da crise internacional reduza ainda mais a procura.

Estrangulamento nos aeroportos prejudica Portugal

Os constrangimentos nos aeroportos nacionais representam uma ameaça direta a mercados estratégicos como o Reino Unido, Brasil, Canadá e Estados Unidos. O líder do Vila Galé exige soluções rápidas para este problema, classificando a situação atual como uma mancha para a imagem do país com resultados claramente negativos.

Procura e preços estabilizam no Algarve

Apesar do cenário internacional incerto, o verão no Algarve regista níveis de procura idênticos aos do ano passado. O mercado interno português continua a revelar uma tendência de crescimento na região sul.

Gonçalo Rebelo de Almeida rejeita as comparações recorrentes com os destinos do sul de Espanha. O executivo garante que o preço das estadias não afasta os turistas e sublinha que passar férias no Algarve não está mais caro do que no último verão. Em média, as tarifas do grupo hoteleiro sofreram apenas uma ligeira atualização de três a quatro por cento.

Burocracia penaliza novos investimentos

Os atrasos nos processos de licenciamento continuam a ser o principal obstáculo ao investimento em Portugal. O CEO aponta o dedo à lentidão administrativa, lamentando que a aprovação de uma licença demore mais tempo do que a própria construção de uma unidade hoteleira.

Plano de expansão e impasse em Cuba

O Vila Galé mantém um plano de crescimento robusto com 14 projetos em carteira para concretizar até 2028. O objetivo passa por atingir a marca dos 40 hotéis em território nacional no prazo de quatro anos. Apenas este ano, a empresa planeia inaugurar três novas unidades no Brasil e duas em Portugal.

O crescimento das receitas tem superado ligeiramente a inflação, embora o aumento dos custos operacionais e as recentes obras de remodelação possam pressionar a rentabilidade do grupo. No mercado internacional, a operação em Cuba encontra-se atualmente suspensa, aguardando o diretor executivo uma solução célere para retomar a gestão de quatro hotéis na ilha caribenha.

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