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Coreia do Norte duplica execuções após fecho de fronteiras em 2020

A Coreia do Norte executou mais do dobro de pessoas nos cinco anos após o encerramento de fronteiras em janeiro de 2020, comparado com o período anterior. Os dados constam de um relatório da ONG sul-c...

Coreia do Norte duplica execuções após fecho de fronteiras em 2020
Panoramas — Imagem Ilustrativa

Pena de morte dispara 250% por consumo de cultura estrangeira

A Coreia do Norte executou mais do dobro de pessoas nos cinco anos após o encerramento de fronteiras em janeiro de 2020, comparado com o período anterior. Os dados constam de um relatório da ONG sul-coreana Transitional Justice Working Group (TJWG), divulgado esta terça-feira.

A organização analisou 144 casos documentados de execuções e condenações à morte, que envolvem centenas de indivíduos. As informações foram recolhidas junto de norte-coreanos que fugiram do regime e de meios de comunicação com fontes dentro do país.

Filmes sul-coreanos passam a ser crime capital

O regime de Pyongyang intensificou o uso da pena capital para punir o consumo de produtos culturais estrangeiros. Ver filmes, séries ou ouvir música sul-coreana pode agora resultar em execução.

As condenações à morte relacionadas com cultura estrangeira, religião e "superstição" aumentaram 250% após o fecho de fronteiras, segundo o documento.

Execuções públicas e crimes políticos

Quase três quartos das execuções foram realizadas em público, sendo a maioria das vítimas mortas a tiro. O relatório regista também um forte aumento de execuções por crimes políticos, incluindo críticas ao líder Kim Jong-un.

A TJWG sugere que o governo "está a reagir a um descontentamento interno crescente ou a intensificar a violência de Estado para reprimir a contestação política".

Campos de prisioneiros mantêm 65 mil pessoas

O regime norte-coreano opera quatro campos de prisioneiros políticos onde até 65 mil pessoas são sujeitas a trabalhos forçados, de acordo com o Instituto Coreano para a Unificação Nacional.

O Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos afirmou em 2024 que a situação geral dos direitos humanos na Coreia do Norte não melhorou na última década. Em muitos casos, deteriorou-se.

Pyongyang rejeita sistematicamente estas acusações e acusa a ONU de tentar prejudicar a imagem do país.

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