Cuba recusa diálogo com Washington sobre reformas internas
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba, Bruno Rodríguez, voltou a deixar claro que o país não está disponível para negociar a sua ordem política e económica com os Estados Unidos. A declaração f...

Havana mantém posição firme perante pressão americana
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba, Bruno Rodríguez, voltou a deixar claro que o país não está disponível para negociar a sua ordem política e económica com os Estados Unidos. A declaração foi feita durante um encontro internacional em Havana que reuniu mais de 700 sindicalistas, políticos de esquerda e ativistas.
Soberania não é negociável
"Nenhuma questão interna do nosso povo ou da nossa revolução faz parte das conversações com os Estados Unidos", afirmou Rodríguez. O governante cubano foi taxativo ao garantir que assuntos relacionados com a soberania, independência e autodeterminação do país jamais entrarão em discussões bilaterais com Washington.
Aviso sobre consequências de ataque militar
O ministro cubano alertou o Governo norte-americano para não subestimar a resistência que enfrentaria em caso de agressão militar. "Cuba seria um vespeiro. Cuba seria uma armadilha mortal", declarou, acrescentando que o país está preparado para se defender "com as ideias" e, se necessário, "com as armas".
Rodríguez sublinhou ainda que Cuba age "com responsabilidade" e confia que "a sensatez e o bom senso" impedirão uma "aventura tão arriscada".
Trump intensifica ameaças e sanções
Donald Trump ameaçou tomar o controlo da ilha "quase de imediato", embora tenha indicado que pretende primeiro "terminar o trabalho" no Irão. As declarações surgiram no mesmo dia em que o presidente norte-americano reforçou as sanções contra Cuba, classificando o país como "uma ameaça extraordinária" para a segurança nacional dos EUA.
Novas medidas visam bancos e setores económicos
O decreto presidencial estabelece sanções contra bancos estrangeiros que colaboram com o Governo cubano e impõe restrições à imigração. As medidas abrangem também pessoas e entidades ligadas aos setores da energia, minas e outros sectores estratégicos da ilha.
Washington justifica as sanções acusando Havana de conduzir "políticas e práticas destinadas a prejudicar os Estados Unidos" e contrárias "aos valores morais e políticos das sociedades livres e democráticas".
Havana denuncia medidas "ilegais e abusivas"
Bruno Rodríguez classificou as novas sanções como "ilegais e abusivas", considerando-as uma resposta ao desfile do Dia do Trabalhador que reuniu mais de meio milhão de cubanos em Havana. O ministro destacou ainda as seis milhões de assinaturas recolhidas em defesa do país, que representam 81% da população com mais de 16 anos.
"Não nos intimidarão", garantiu o chefe da diplomacia cubana.
Bloqueio petrolífero agrava crise
Desde janeiro que Washington intensifica a pressão sobre Cuba para implementar reformas económicas e políticas. O bloqueio petrolífero imposto pelos EUA agravou significativamente a crise estrutural que já afeta a nação caribenha.

























