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Escola de artes no Michigan revela décadas de abusos sexuais e ligações a Jeffrey Epstein

Uma prestigiada escola de artes no Michigan entregou às autoridades norte-americanas uma extensa lista de antigos professores e funcionários acusados de abuso sexual. A investigação independente expôs...

Escola de artes no Michigan revela décadas de abusos sexuais e ligações a Jeffrey Epstein
Panoramas — Imagem Ilustrativa

Uma prestigiada escola de artes no Michigan entregou às autoridades norte-americanas uma extensa lista de antigos professores e funcionários acusados de abuso sexual. A investigação independente expôs um cenário alarmante que se arrastou durante várias décadas.

O escopo das acusações

O relatório elaborado por um escritório de advogados reuniu 70 queixas detalhadas de antigos alunos. Os casos envolvem 47 membros do corpo docente e funcionários do Interlochen Center for the Arts. A maioria dos abusos aconteceu entre os anos 1950 e 2010.

A direção da escola descreveu as conclusões do documento de 97 páginas como "devastadoras". As vítimas relataram esquemas de manipulação, toques indesejados e relações sexuais forçadas.

O envolvimento de Jeffrey Epstein

A investigação ganhou novos contornos ao analisar a figura de Jeffrey Epstein. O falecido milionário e predador sexual passou pelo acampamento de verão da escola em 1967. Mais tarde, tornou-se um doador de peso ao entregar mais de 400 mil dólares à instituição.

Duas mulheres denunciaram o antigo doador por conduta sexual inadequada. Um dos episódios ocorreu num alojamento que exibia o nome do próprio Epstein. A escola removeu o nome do edifício em 2008 e avançou recentemente para a sua demolição.

O documento detalha que Epstein pagou viagens a Nova Iorque a uma aluna. A vítima explicou que os assédios a deixavam "paralisada". Uma segunda mulher acusou o milionário de exigir nudez durante uma massagem na sua residência.

Ação da justiça e nova cultura

Nenhum dos funcionários acusados mantém ligações laborais à escola. Mais de um terço dos visados já perdeu a vida. O Interlochen Center for the Arts submeteu todos os nomes às autoridades do condado de Grand Traverse para avaliar possíveis ações criminais.

O presidente da escola, Trey Davey, e o líder do conselho de administração, Barrett Rollins, emitiram um pedido de desculpas oficial. Os responsáveis vincaram que a passagem dos anos não diminui o sofrimento vivido pelas vítimas.

A instituição assegura ter mudado de forma profunda. A atual direção garante a aplicação de políticas de segurança estritas e uma cultura escolar totalmente renovada para proteger os estudantes.

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