Míssil russo viola espaço aéreo da Polónia e aciona alertas da NATO
Um míssil de cruzeiro russo invadiu o espaço aéreo da Polónia durante a última madrugada. O incidente aconteceu no decorrer de uma vasta ofensiva militar contra o território ucraniano. A violação do e...

Um míssil de cruzeiro russo invadiu o espaço aéreo da Polónia durante a última madrugada. O incidente aconteceu no decorrer de uma vasta ofensiva militar contra o território ucraniano. A violação do espaço aéreo de um Estado-membro da NATO agrava a tensão de segurança na Europa.
Destroços identificados no leste polaco
As Forças Armadas polacas rastrearam um objeto voador não identificado perto das 3h40. O projétil deslocava-se para oeste antes de desaparecer dos radares militares. O governo da Polónia acionou de imediato caças de combate para proteger a região de fronteira.
Equipas militares a bordo de um helicóptero localizaram uma cratera numa zona despovoada perto de Tarnawa-Ko. O primeiro-ministro da Polónia, Donald Tusk, declarou em reunião de emergência que os dados apontam para um míssil russo KH-101. As autoridades mantêm as investigações no terreno para confirmar a origem do armamento.
Kiev pede ação urgente da NATO
A diplomacia ucraniana considerou o episódio uma ameaça direta a toda a aliança euro-atlântica. Andrii Sybiha, ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, avisou que o incidente demonstra a urgência de reforçar a defesa antiaérea do país.
O chefe da diplomacia pediu aos aliados ocidentais que coloquem as divergências de lado. Sybiha exigiu uma resposta internacional firme e o aumento do custo político e militar para Moscovo continuar a guerra.
Vítimas mortais na Ucrânia
A incursão na Polónia coincidiu com um ataque massivo que vitimou pelo menos oito civis em solo ucraniano. As tropas russas dispararam mais de 70 mísseis e enviaram centenas de drones contra várias regiões, incluindo a capital Kiev e cidades fronteiriças como Lviv.
O Ministério da Defesa da Rússia assumiu a autoria dos bombardeamentos noturnos. Moscovo justificou a operação como uma ofensiva planeada para destruir centros logísticos, indústria militar e redes de telecomunicações do país vizinho.





























