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MUNDO

Evian acolhe cimeira do G7 dominada pelas guerras na Ucrânia e no Médio Oriente

A cidade francesa de Evian encontra-se sob um forte dispositivo de segurança para acolher a cimeira do G7. Mais de 15 mil elementos das forças da ordem patrulham as ruas, após um fim de semana marcado...

Evian acolhe cimeira do G7 dominada pelas guerras na Ucrânia e no Médio Oriente
Panoramas — Imagem Ilustrativa

A cidade francesa de Evian encontra-se sob um forte dispositivo de segurança para acolher a cimeira do G7. Mais de 15 mil elementos das forças da ordem patrulham as ruas, após um fim de semana marcado por intensos protestos contra a reunião das sete economias mais desenvolvidas do mundo.

A cimeira decorre até quarta-feira e tem na agenda as guerras na Ucrânia e no Médio Oriente, bem como os desafios da economia global.

Ucrânia exige ação firme

Volodymyr Zelensky junta-se aos líderes mundiais na terça-feira. O presidente ucraniano apelou já a uma resposta decisiva do grupo, na sequência de uma nova vaga de bombardeamentos russos.

As nações europeias preparam-se para reafirmar o apoio inabalável a Kiev. O principal objetivo passa por garantir um compromisso claro e contínuo por parte dos Estados Unidos.

Tensão máxima no Médio Oriente

A instabilidade na região domina grande parte dos trabalhos. Os recentes ataques israelo-americanos contra o Irão e a retaliação de Teerão nos países do Golfo Pérsico obrigam a uma intervenção diplomática urgente.

Os sete países procuram linhas de ação comuns para travar a escalada de violência na Faixa de Gaza e no Líbano. A reabertura do estreito de Ormuz é outra prioridade, num momento em que um acordo anunciado entre os Estados Unidos e o Irão atrai todas as atenções.

Desafios económicos e relação com a China

Emmanuel Macron lidera os trabalhos como anfitrião. A mesa conta com a presença de Donald Trump (EUA), Friedrich Merz (Alemanha), Keir Starmer (Reino Unido), Mark Carney (Canadá), Giorgia Meloni (Itália) e Sanae Takaichi (Japão).

A presidência francesa assume a missão de reduzir os atuais desequilíbrios económicos mundiais. Macron procura também dar um novo fôlego ao diálogo estratégico entre o G7 e a China.

Compromissos globais em perspetiva

O encerramento do encontro deverá ficar marcado pela assinatura de sete declarações conjuntas.

Os líderes vão firmar acordos sobre a proteção de crianças nas redes sociais, o combate ao narcotráfico e o apoio à investigação do cancro. A gestão de minerais críticos e a aposta no investimento em países vulneráveis fecham a lista de prioridades da cimeira.

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