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Guerra com o Irão leva Donald Trump a acusar aliados da NATO de abandono

O presidente norte-americano recebeu o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, na Casa Branca. O encontro ficou marcado por duras críticas aos parceiros europeus.

Guerra com o Irão leva Donald Trump a acusar aliados da NATO de abandono
Panoramas — Imagem Ilustrativa

O presidente norte-americano recebeu o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, na Casa Branca. O encontro ficou marcado por duras críticas aos parceiros europeus.

Donald Trump reiterou que a Aliança Atlântica falhou com os Estados Unidos durante o conflito contra o Irão. O líder norte-americano frisou que a reunião de trabalho apenas se concretizou devido ao apreço pessoal que tem por Mark Rutte. O Reino Unido, a França, a Alemanha e a Itália já tinham sido alvo destas acusações presidenciais.

A resposta da Aliança Atlântica

Mark Rutte escolheu a estação Fox News para defender o papel do continente. O secretário-geral garantiu que a Europa funciona como uma verdadeira plataforma de projeção de poder para as forças militares norte-americanas.

A justificação fez-se com dados operacionais. O líder da NATO recordou que a operação "Fúria Épica" dependeu das infraestruturas aliadas. Quinhentos aviões descolaram de bases na Itália, somando mais de quatro mil missões aéreas a partir de solo europeu contra os alvos iranianos.

Linhas vermelhas no Estreito de Ormuz

O presidente dos Estados Unidos definiu limites para as negociações futuras. Donald Trump avisou os jornalistas que considera inaceitável fechar um acordo que permita ao Irão impor tarifas comerciais na passagem pelo Estreito de Ormuz.

O cenário ucraniano e o impasse turco

As atenções viraram-se depois para a Europa de Leste. Donald Trump elogiou a resistência militar de Volodymyr Zelensky perante a ofensiva de Moscovo, sublinhando que a Ucrânia apresenta um bom desempenho no campo de batalha.

A agenda contemplou ainda a venda de armamento à Turquia. O executivo americano admitiu satisfazer as exigências de Ancara sobre a aquisição de caças F-35 e dos respetivos motores a jato.

O vice-presidente JD Vance esclareceu a posição da Casa Branca. A equipa governamental procura enquadrar a venda militar na lei norte-americana, tentando contornar o bloqueio legal gerado em 2019 após a Turquia ter adquirido o sistema antimíssil russo S-400.

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