Japão compra petróleo russo após bloqueio de Ormuz
A Taiyo Oil, quarta maior refinaria japonesa, concretizou a aquisição de crude russo proveniente da exploração Sakhalin-2. O carregamento deverá chegar em breve ao arquipélago nipónico, confirmou um p...

Tóquio recorre a Moscovo para garantir fornecimento energético
A Taiyo Oil, quarta maior refinaria japonesa, concretizou a aquisição de crude russo proveniente da exploração Sakhalin-2. O carregamento deverá chegar em breve ao arquipélago nipónico, confirmou um porta-voz do Ministério da Economia, Comércio e Indústria à agência Kyodo.
Esta operação representa a primeira compra de petróleo russo por Tóquio desde o fecho do estreito de Ormuz, consequência direta do conflito entre Israel e Estados Unidos contra o Irão, iniciado a 28 de fevereiro.
Levantamento temporário de sanções permite transação
A transação foi possível graças à suspensão temporária das sanções norte-americanas ao crude russo. O Ministério japonês sublinhou que a compra se enquadra na estratégia de diversificação das fontes de abastecimento energético do país.
Segundo o jornal Nikkei, trata-se de uma operação pontual, realizada a pedido da Agência de Recursos Naturais e Energia do Japão. A Taiyo Oil esclareceu, em comunicado citado pela agência russa Tass, que ainda não foi tomada qualquer decisão sobre futuras aquisições de crude da exploração Sakhalin-2.
Crise energética atinge Ásia com especial intensidade
O encerramento quase total de Ormuz pelo Irão e o bloqueio naval norte-americano a navios e portos iranianos provocaram uma disrupção global no fornecimento de petróleo. A Ásia surge como a região mais afetada pela crise.
O Japão importa aproximadamente 90% do petróleo da zona em conflito. Nas últimas semanas, o Governo nipónico tem implementado medidas para mitigar o impacto: disponibilizou milhões de barris das reservas estratégicas e subsidiou as petrolíferas para reduzir os preços dos combustíveis.
Segunda libertação de reservas estratégicas
O executivo japonês iniciou na sexta-feira a colocação no mercado do equivalente a 20 dias de abastecimento das reservas estatais de petróleo. Apesar de ter reportado atrasos devido às condições meteorológicas adversas, esta constitui a segunda libertação de reservas desde o início da guerra no Médio Oriente.

























