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MUNDO

O Estreito de Ormuz enfrenta nova escalada de tensão após ameaça do Irão a tropas europeias

A instabilidade no Médio Oriente ganha um novo foco de conflito marítimo. O governo iraniano promete uma resposta militar dura e imediata caso a França e o Reino Unido concretizem o envio de frotas na...

O Estreito de Ormuz enfrenta nova escalada de tensão após ameaça do Irão a tropas europeias
Panoramas — Imagem Ilustrativa

A instabilidade no Médio Oriente ganha um novo foco de conflito marítimo. O governo iraniano promete uma resposta militar dura e imediata caso a França e o Reino Unido concretizem o envio de frotas navais para a região.

Controlo exclusivo das águas

A diplomacia de Teerão não admite concessões. Kazem Gharibabadi, vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, garante que a República Islâmica detém o controlo exclusivo da segurança no estreito. O responsável avisa que o país bloqueia qualquer tentativa de interferência externa, independentemente do contexto de paz ou de guerra.

Esta forte oposição responde aos esforços de Londres e Paris. As capitais europeias lideram a criação de uma coligação internacional para proteger a navegação comercial. A iniciativa está planeada para avançar assim que existir um pacto entre Washington e Teerão.

Recuo francês e impacto económico

Emmanuel Macron tentou rapidamente desarmar a crise. Durante uma visita ao Quénia, o chefe de Estado francês negou a preparação de uma operação militar ofensiva. Macron definiu o plano como uma simples missão de segurança, desenhada para operar em coordenação com as forças iranianas.

Enquanto a diplomacia falha, a economia global sofre as consequências. O preço do petróleo bruto continua fixado acima da barreira dos 100 dólares. A escalada dos valores resulta das limitações de tráfego impostas pelo Irão desde 28 de fevereiro, data em que deflagrou o conflito com os Estados Unidos e Israel.

Em paralelo, a marinha norte-americana mantém um cerco rigoroso aos portos iranianos desde 13 de abril. A estratégia de asfixia económica procura forçar a assinatura de um acordo de paz, mas a Casa Branca continua a aguardar uma resposta definitiva à sua última proposta.

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