ACP multado em 15 mil euros por falhas de segurança no Rali de Portugal
O Automóvel Club de Portugal (ACP) recebeu uma multa de 15.000 euros, com pena suspensa até ao final de 2027, e uma reprimenda da Federação Internacional do Automóvel (FIA). A decisão surge na sequênc...

Multa suspensa até 2027 por incidentes com veículos
O Automóvel Club de Portugal (ACP) recebeu uma multa de 15.000 euros, com pena suspensa até ao final de 2027, e uma reprimenda da Federação Internacional do Automóvel (FIA). A decisão surge na sequência de falhas de segurança registadas durante a sexta-feira do Rali de Portugal.
O Colégio de Comissários da FIA concluiu que houve "atos inseguros e falha na adoção de medidas razoáveis", criando uma situação perigosa que viola o Artigo 12.2.1.h do Código Desportivo Internacional.
Dois veículos entraram em troço durante a prova
Os incidentes ocorreram no sétimo setor seletivo, durante o troço Arganil 2. Um reboque da organização entrou em pista quando os pilotos disputavam já a especial. Minutos depois, um segundo veículo de segurança, também ligado à organização, cometeu o mesmo erro no mesmo troço.
Segundo o Diretor de Prova, o condutor do reboque introduziu coordenadas GPS para recolher um concorrente que tinha abandonado a prova. O sistema de navegação encaminhou-o pela especial ativa, mas o condutor desconhecia que tinha entrado numa zona em disputa. O veículo ultrapassou várias barreiras de sinalização antes de sair rapidamente para uma estrada secundária.
Especial interrompida com bandeira vermelha
Como a situação foi controlada rapidamente, a classificativa não foi inicialmente interrompida. Contudo, cerca de 35 minutos depois, um segundo veículo da mesma empresa entrou na especial à frente do carro n.º 21. Nesse momento, a prova foi imediatamente suspensa com bandeira vermelha por razões de segurança.
O Diretor de Prova confirmou que a entrada destes veículos nunca foi comunicada ao Controlo do Rali, uma falha grave no protocolo de segurança.
Organização assume responsabilidade
O Diretor de Prova e o representante da organização apresentaram desculpas pelos incidentes. Explicaram que tinham estabelecido acordos com a autoridade civil competente para garantir a segurança e o corte de estradas. A investigação às circunstâncias do incidente continua em curso.
FIA exige maior rigor nos protocolos
A FIA alertou que todos os oficiais responsáveis pela gestão de uma classificativa, sejam comissários ou prestadores de serviços, devem estar conscientes dos protocolos acordados. A federação sublinha que não basta impedir o acesso de veículos não autorizados: é obrigatório comunicar imediatamente qualquer entrada ao Controlo do Rali.
Estas comunicações são fundamentais para a segurança, pois permitem avisar os concorrentes atempadamente de perigos imprevistos. A FIA reforça que, apesar de a organização ter acordos com entidades terceiras para gerir o encerramento de estradas, o ACP mantém a responsabilidade final pelos oficiais nomeados e pela condução do evento conforme os regulamentos.





























