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SAUDE

Hantavírus no MV Hondius: OMS confirma seis infeções e três mortes

A Organização Mundial da Saúde confirmou seis infeções por hantavírus no navio de cruzeiro MV Hondius, que navega com bandeira neerlandesa. O surto provocou três mortes — duas confirmadas e uma prováv...

Hantavírus no MV Hondius: OMS confirma seis infeções e três mortes
Panoramas — Imagem Ilustrativa

Seis casos confirmados a bordo do cruzeiro neerlandês

A Organização Mundial da Saúde confirmou seis infeções por hantavírus no navio de cruzeiro MV Hondius, que navega com bandeira neerlandesa. O surto provocou três mortes — duas confirmadas e uma provável — e mantém quatro pacientes hospitalizados.

De um total de oito casos reportados até sexta-feira passada, seis foram confirmados como infeções pela variante dos Andes. Esta é a única estirpe de hantavírus com transmissão documentada entre humanos. Um caso suspeito foi entretanto reclassificado após testes PCR e serologia negativos.

Tedros afasta comparações com a pandemia de covid-19

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, dirigiu-se diretamente à população de Tenerife numa carta aberta. "Preciso que me ouçam claramente: isto não é uma nova covid. O risco atual para a saúde pública causado pelo hantavírus mantém-se baixo", escreveu.

O navio deverá atracar na ilha espanhola na madrugada de domingo. Tedros sublinhou que a organização mantém a posição de forma inequívoca e enviou equipas para o terreno.

Equipas internacionais apoiam evacuação em Tenerife

Especialistas da OMS e do Centro Europeu para a Prevenção e Controlo de Doenças encontram-se a bordo do MV Hondius. A missão passa por apoiar passageiros, tripulação e operadores durante a viagem.

As autoridades espanholas, regionais e nacionais, coordenam a operação de evacuação sob supervisão internacional. A OMS recomenda que os países envolvidos mantenham os esforços de coordenação e gestão de saúde pública.

Investigação continua para identificar origem do surto

As equipas de saúde prosseguem as investigações para determinar a origem exata do surto. A prevenção e o controlo de infeções permanecem essenciais para proteger profissionais de saúde e passageiros, tanto a bordo como nos países para onde regressarão os contactos e infetados.

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