Desinformação mata profissionais de saúde na RD Congo
A República Democrática do Congo enfrenta uma vaga de violência contra profissionais de saúde. Vários foram mortos em consequência de desinformação sobre campanhas de vacinação e programas sanitários....

Violência contra equipas médicas cresce com rumores sobre vacinas
A República Democrática do Congo enfrenta uma vaga de violência contra profissionais de saúde. Vários foram mortos em consequência de desinformação sobre campanhas de vacinação e programas sanitários.
As redes sociais, mensagens instantâneas e rádios locais transformaram-se em canais de propagação de falsas informações sobre vacinas e doenças. A COVID-19 acelerou este fenómeno em vários países africanos, criando um ambiente de desconfiança generalizada.
Recusa de tratamentos e ataques a equipas médicas
A circulação de rumores provocou consequências graves no terreno. Populações recusam vacinação contra doenças como Ébola, Mpox e Cólera. Os ataques a trabalhadores da saúde multiplicam-se, impedindo campanhas de prevenção essenciais.
Em zonas rurais e isoladas, onde o Estado tem presença fraca e o acesso a serviços médicos é escasso, a situação agrava-se. Nestas áreas, líderes religiosos e autoridades tradicionais exercem influência determinante sobre as comunidades.
Igrejas e pregadores alimentam desconfiança
Pregadores locais e figuras comunitárias contribuem para espalhar informações falsas sobre saúde. Esta resistência, contudo, não surge do nada. As raízes da desconfiança face aos profissionais de saúde recuam ao período colonial, muito antes das recentes crises sanitárias.
A herança histórica de abusos e experiências traumáticas com autoridades médicas continua a marcar a memória coletiva, tornando as populações vulneráveis à manipulação informativa.





























