Seis infeções por hantavírus confirmadas em navio de cruzeiro no Atlântico
A Organização Mundial de Saúde confirmou esta sexta-feira seis casos de hantavírus num navio de cruzeiro que navega no Atlântico. Do total de oito casos suspeitos, três pessoas morreram, o que represe...

Três mortes registadas em surto a bordo do MV Hondius
A Organização Mundial de Saúde confirmou esta sexta-feira seis casos de hantavírus num navio de cruzeiro que navega no Atlântico. Do total de oito casos suspeitos, três pessoas morreram, o que representa uma taxa de letalidade de 38%.
As análises laboratoriais identificaram o vírus andino como responsável pelas infeções. Este tipo específico de hantavírus é conhecido por se transmitir entre humanos, ao contrário de outras variantes da doença.
Quatro doentes permanecem internados na Europa e África do Sul
Quatro pessoas continuam hospitalizadas em diferentes países. Um doente encontra-se em cuidados intensivos em Joanesburgo, na África do Sul. Dois estão internados em hospitais distintos na Holanda e outro recebe tratamento em Zurique, na Suíça.
A OMS esclareceu que um caso suspeito na Alemanha testou negativo. O paciente que estava no hospital de Düsseldorf deixou de ser considerado infetado.
Navio MV Hondius chega a Tenerife no domingo
O cruzeiro, operado pela Oceanwide Expeditions, deverá atracar em Tenerife ao meio-dia de domingo, segundo dados do Marine Traffic. A evacuação dos passageiros está planeada para o início da próxima semana.
A companhia garante que nenhum dos cerca de 150 passageiros a bordo apresenta sintomas neste momento. A OMS classifica o risco para quem está no navio como "moderado" e o perigo epidémico geral como "baixo". O vírus é considerado menos contagioso que a Covid-19.
Primeiro caso apresentou sintomas apenas cinco dias após partida
A expedição começou a 1 de abril, mas a origem do surto permanece por esclarecer. O primeiro passageiro a morrer, um holandês de 70 anos, manifestou sintomas logo a 6 de abril. Como o período de incubação varia entre uma e seis semanas, a agência da ONU acredita que a infeção inicial ocorreu antes do embarque.
Autoridades rastreiam contactos em Santa Helena
Existe preocupação adicional com 29 passageiros que desembarcaram na ilha de Santa Helena a 24 de abril. Estas pessoas foram contactadas e instruídas a vigiar o aparecimento de sintomas.
As autoridades também localizaram passageiros que partilharam um voo entre Santa Helena e a África do Sul com um dos casos confirmados.
Investigação envolve Argentina e Chile
A OMS trabalha com autoridades argentinas e chilenas para determinar como ocorreu a primeira exposição. O hantavírus é transmitido principalmente por roedores infetados e é endémico em certas regiões da Argentina, particularmente nos Andes. O país regista pelo menos sessenta casos anuais nos últimos anos.
A doença pode causar problemas respiratórios graves e tem potencial letal significativo quando não tratada adequadamente.





























