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Venezuela regista 10 mortes em prisões em duas semanas

O sistema prisional venezuelano registou dez mortes em menos de duas semanas, segundo denuncia o Observatório Venezuelano de Prisões (OVP). A organização não-governamental aponta violência e falta de ...

Venezuela regista 10 mortes em prisões em duas semanas
Panoramas — Imagem Ilustrativa

Dez vítimas mortais em estabelecimentos prisionais

O sistema prisional venezuelano registou dez mortes em menos de duas semanas, segundo denuncia o Observatório Venezuelano de Prisões (OVP). A organização não-governamental aponta violência e falta de assistência médica como principais causas.

Última vítima morreu sem cuidados adequados

António José Manzano faleceu na antiga prisão de El Marite, em Maracaibo, estado de Zulia, a 710 quilómetros a oeste de Caracas. O detido viu o seu estado de saúde agravar-se sem receber assistência médica adequada, confirmou o OVP em comunicado divulgado na quarta-feira.

Versão oficial contestada por familiares

Na prisão de Yare III morreram cinco reclusos: Keivin Eduardo Matamoros, Eliecer José Córdoba García, Erkin Josué Ramos Flores, José Pascual Andrade Aguilar e Jean Carlos Jiménez Barrios. As autoridades atribuem as mortes a um motim entre prisioneiros. Os familiares das vítimas contradizem esta versão e afirmam que os corpos apresentavam ferimentos de bala.

Mortes por falta de assistência médica

Outros quatro detidos faleceram por problemas de saúde sem receberem assistência atempada: Ovídio José Madriz Mendoza em El Rodeo III, Deivi Enrique García em El Rodeo IV, Rosqui Norberto Escalona em Uribana e Yelamo Zárraga José Ramón em Tocuyito.

Condições de detenção não garantem direitos básicos

O OVP sublinha que, independentemente das causas imediatas, todas as vítimas morreram sob custódia do Governo em condições que não garantem a vida nem a integridade física. A organização alerta que adoecer no sistema prisional venezuelano continua a representar um risco de morte.

667 presos políticos permanecem detidos

A organização Justiça, Encontro e Perdão (JEP) indica que 667 pessoas continuam detidas por motivos políticos na Venezuela, incluindo 28 cidadãos estrangeiros. Entre estes encontram-se cinco portugueses cujos nomes foram entregues às autoridades venezuelanas.

Portugal intervém pelos cidadãos detidos

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, e o líder do PS, José Luís Carneiro, visitaram recentemente a Venezuela. Ambos transmitiram às autoridades locais o interesse de Portugal na libertação dos presos políticos portugueses.

Perfil dos detidos políticos

Dos 667 presos políticos contabilizados pela JEP, 578 são homens e 89 mulheres. O grupo inclui 200 funcionários ativos de organismos de segurança, 39 ex-funcionários do Estado, 362 pessoas da sociedade civil, 33 membros de organizações políticas, um ativista dos direitos humanos, um jornalista e três sindicalistas.

O OVP está a documentar os factos e a comunicá-los às instâncias internacionais para que sejam tomadas medidas face a uma situação que continua a agravar-se.

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