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POLITICA

António José Seguro estreia-se nas comemorações do 25 de Abril com críticas à corrupção e desigualdade

António José Seguro discursou pela primeira vez como presidente da Assembleia da República na sessão solene do 25 de Abril. O 52.º aniversário da Revolução dos Cravos ficou marcado por intervenções do...

António José Seguro estreia-se nas comemorações do 25 de Abril com críticas à corrupção e desigualdade
Panoramas — Imagem Ilustrativa

Primeiro discurso de Seguro enquanto presidente da Assembleia

António José Seguro discursou pela primeira vez como presidente da Assembleia da República na sessão solene do 25 de Abril. O 52.º aniversário da Revolução dos Cravos ficou marcado por intervenções dos representantes parlamentares e do chefe de Estado no Palácio de São Bento.

Transparência no exercício de cargos públicos

O presidente do Parlamento defendeu que não existe liberdade "sem transparência no exercício dos cargos públicos". Seguro aproveitou a ocasião para se posicionar sobre o novo modelo de financiamento dos partidos, afirmando que "os cidadãos têm o direito de saber".

Combate à corrupção como prioridade inadiável

Seguro classificou o combate à corrupção como "outra prioridade inadiável". Explicou que a corrupção distorce a vontade democrática, desvia recursos que pertencem a todos e mina os alicerces do Estado de Direito.

Pobreza e desigualdade salarial no centro do discurso

O presidente da Assembleia alertou que a pobreza limita escolhas e condiciona oportunidades. "Quem vive na precariedade extrema não é plenamente livre para decidir o seu caminho", sublinhou.

Seguro expressou ainda "muita dificuldade em compreender que mulheres ganhem menos do que os homens no desempenho da mesma atividade pelo facto de serem mulheres".

Mensagem aos jovens portugueses

Aos jovens, Seguro reconheceu que "vários dos desafios que enfrentam são duros". Condenou "a conveniência egoísta de algumas gerações" e os interesses instalados que dificultam o acesso das gerações mais novas a oportunidades.

Críticas cruzadas entre partidos

Aguiar-Branco criticou a transformação da vida política num "reality show". O PSD condenou a esquerda "cada vez mais preconceituosa" e a direita "cada vez mais radicalizada".

André Ventura criticou as verbas gastas nas celebrações. O PCP atacou o pacote laboral, enquanto o CDS-PP defendeu que "Abril não tem donos, é do povo".

O Livre, através de Rui Tavares, vincou que "a ditadura militar nasceu na violência". O PAN considerou que "não estamos a cumprir Abril", e o JPP frisou que "a democracia não se fortalece na gritaria".

Palácio de São Bento aberto ao público

A sessão solene, que arrancou às 10h00, decorreu com o Palácio de São Bento aberto ao público, permitindo aos cidadãos assistir às comemorações da data que marca a conquista da liberdade e da democracia em Portugal.

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