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POLITICA

Chega exige moção de confiança ao Governo dos Açores após anúncio de Bolieiro

O líder regional do Chega, José Pacheco, exigiu ao executivo açoriano que submeta uma moção de confiança ao parlamento. A exigência surge depois de José Manuel Bolieiro ter anunciado que o PSD irá con...

Chega exige moção de confiança ao Governo dos Açores após anúncio de Bolieiro
Panoramas — Imagem Ilustrativa

Partido apela à clarificação política na região

O líder regional do Chega, José Pacheco, exigiu ao executivo açoriano que submeta uma moção de confiança ao parlamento. A exigência surge depois de José Manuel Bolieiro ter anunciado que o PSD irá concorrer sozinho às eleições regionais de 2028.

"Este tempo exige uma moção de confiança por parte do Governo Regional. Sem dramas, sem teatros e sem medo. Uma moção clara, frontal e política, para que os açorianos saibam quem está dentro e quem está fora deste barco autonómico", declarou José Pacheco em comunicado.

Declarações de Bolieiro geram tensão política

Na terça-feira, o presidente do Governo dos Açores confirmou à Antena 1 que o PSD irá a eleições sem coligação pré-eleitoral, apesar dos acordos de coligação com CDS-PP e PPM vigorarem até 2028.

A posição criou um clima de incerteza na região, segundo o Chega, que acusa o executivo de criar "instabilidade política" num momento crítico para os Açores.

"Região não pode viver refém de egos e vinganças"

José Pacheco, que é também deputado na Assembleia Regional, alertou para os perigos da indefinição política. "Brigaram as comadres e os Açores entram novamente num clima de instabilidade política", afirmou.

O líder do Chega sublinhou que a região enfrenta dificuldades sérias nas contas públicas, na SATA, nos transportes e no preço dos combustíveis. "A região não pode continuar refém de amuos, egos, recados e pequenas vinganças", criticou.

Governo sem maioria depende de apoios externos

A coligação PSD/CDS-PP/PPM governa os Açores com 26 deputados, menos três do que os necessários para maioria absoluta no parlamento regional. O PS elegeu 23 deputados, o Chega cinco e BE, IL e PAN um cada.

Para viabilizar diplomas, o executivo de Bolieiro necessita do apoio do Chega ou do PS. "Sem estabilidade não há confiança, não há investimento e não há planeamento", advertiu José Pacheco.

O atual governo tomou posse a 4 de março de 2024, um mês após as eleições regionais antecipadas.

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