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POLITICA

Lisboa convoca embaixador israelita após interceção de flotilha com portugueses

O embaixador de Israel em Lisboa foi convocado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros para prestar esclarecimentos sobre a interceção da flotilha humanitária 'Global Sumud'. A embarcação transporta...

Lisboa convoca embaixador israelita após interceção de flotilha com portugueses
Panoramas — Imagem Ilustrativa

Ministério exige explicações por detenção em águas internacionais

O embaixador de Israel em Lisboa foi convocado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros para prestar esclarecimentos sobre a interceção da flotilha humanitária 'Global Sumud'. A embarcação transportava três cidadãos portugueses e foi detida em águas internacionais pelas autoridades israelitas.

Paulo Rangel, ministro dos Negócios Estrangeiros, ativou de imediato a proteção consular através das representações diplomáticas em Telavive e Atenas. O objetivo é garantir assistência aos ativistas detidos e a eventuais outros portugueses que possam enfrentar dificuldades.

Operação militar levanta questões de direito internacional

A decisão de convocar o embaixador israelita resulta do facto de a operação ter ocorrido fora das águas territoriais. "Demos instruções e já foi chamado o embaixador de Israel para dar explicações", afirmou Rangel, sublinhando que a proteção diplomática estava ativada preventivamente.

O governante revelou que nenhum dos ativistas portugueses informou previamente o Ministério sobre a sua participação na iniciativa. Ainda assim, na véspera da interceção, Portugal contactou o Governo israelita para solicitar tratamento digno caso houvesse cidadãos nacionais envolvidos.

Coligação de onze países condena detenções

Espanha liderou uma declaração conjunta assinada por onze nações - incluindo Brasil, Turquia, Jordânia, Paquistão, Malásia, Bangladesh, Colômbia, Maldivas, África do Sul e Líbia - que condena veementemente a ação militar israelita.

Os 175 ativistas detidos faziam parte de uma missão civil e pacífica destinada a alertar a comunidade internacional para a crise humanitária em Gaza. Os países signatários consideram que os ataques e detenções "constituem violações flagrantes do direito internacional e do direito internacional humanitário".

A coligação exige a libertação imediata de todos os ativistas e manifesta profunda preocupação com a sua segurança. Os detidos deveriam chegar a Israel no sábado, após terem sido recolhidos do navio em águas internacionais.

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